Olá amigos,
estou de volta para compartilhar com vocês minha percepção sobre o segundo e último dia da oficina “Diagnosticando a Gestão do Conhecimento nas Organizações Públicas utilizando o método OKA – Organizational Knowledge Assessment”, então vamos lá:
O evento teve seu reinício às 08:00 hs da manhã com a retomada do preenchimento do questionário do OKA no laboratório. A ideia era que os participantes passassem por todas as questões a fim de conhecer completamente o instrumento, bem como identificar pontos de melhoria nas perguntas e/ou no software SYSOKA.
Na sequência, o prof. Fresneda apresentou-nos o Portal das Comunidades Virtuais do Governo Federal (http://catir.softwarepublico.gov.br/), ambiente colaborativo utilizado por diversos órgãos da administração federal para a promoção da colaboração e da interatividade entre os servidores e no qual já existe uma comunidade para congregar os interessados no desenvolvimento e promoção do método OKA. Após essa apresentação, a profa. Maria de Fátima fez um breve relato sobre suas experiências com a aplicação do método OKA em algumas organizações públicas, enfatizando o que ela considera ser um dos principais pontos de atenção, a seleção das pessoas que irão responder ao questionário. Segundo ela, essa amostra tem de representar todo o organograma da instituição objeto do diagnóstico a fim de que os resultados possam, de fato, traduzir a visão da organização como um todo.
Após o almoço, retomamos o evento com uma apresentação do meu colega mestrando Renato Camões que está trabalhando sob a orientação do prof. Fresneda na proposta de um método de aplicação do OKA. Ele apresentou os resultados de seu trabalho até aqui e pediu o apoio de todos os participantes no sentido de buscar aplicar o OKA em suas organizações, fornecendo assim subsídios para o seu trabalho.
Encaminhando-se para o fim da oficina, o prof. Fresneda conduziu um brainstorm com a turma acerca das seguintes questões:
- Quais são os principais benefícios identificados na aplicação do método OKA?
- Quais são os principais fatores dificultadores na aplicação do método OKA?
- Que sugestões vocês têm para “turbinar” o item 1 e minimizar o item 2?
Além das questões acima, Fresneda também instigou-nos a refletir sobre o que ele chama de “Day after“, ou seja, sobre que ações práticas pretendemos adotar em nossas organizações após esse treinamento. A conversa foi bastante efetiva e várias pessoas declararam que irão envidar esforços para aplicar o método em suas instituições, alguns em equipes menores (como piloto) e outros no âmbito de toda a organização.
Por fim, houve a entrega dos certificados de participação e findou-se o evento.

Minha avaliação sobre o evento é bastante positiva. Entendo que a oficina foi muito bem organizada, tanto em seus aspectos pedagógicos quanto em relação à sua estrutura. Creio ainda que trata-se de uma iniciativa ímpar para a disseminação e fomento da GC no âmbito público e que as pessoas que estão conduzindo tal atividade merecem, sem dúvida alguma, a denominação de Ativistas do Conhecimento.
Quanto ao método OKA, minha percepção é de que trata-se de algo em construção, mas com enormes potencialidades e várias possibilidades imediatas. Se é verdade que ainda há muito o que melhorar, é igualmente verdadeiro que muito já foi feito e que o método hoje já oferece vantagens concretas para quem se dispõe a utilizá-lo, dentre elas a condição de diagnosticar o ponto em que se encontram a organização e seus membros em relação aos processos de GC.
Particularmente, minha intenção é aplicar o método no âmbito da minha equipe de trabalho, em caráter de piloto, a fim de obter alguns resultados que possam auxiliar na “venda” da ideia para os escalões superiores.
Bem, acho que é só. Um grande abraço e um excelente fim de semana a todos,
Marcelo Mello