Caracterizando a Liderança IV – Inspiração

Caros amigos,

sou seguidor do perfil de David Gurten no twitter (http://twitter.com/DavidGurteen). David é consultor, palestrante e facilitador de conversas na área de Gestão do Conhecimento e, entre outras formas de compartilhamento, ele envia, diariamente, frases interessantes sobre gestão do conhecimento, conversas, gestão de pessoas, etc.

Uma das frases compartilhadas na semana passada me chamou especialmente a atenção e julgo que ela merece figurar no rol dos posts que se propõem a tentar caracterizar o que vem a ser esse fascinante fenômeno da liderança:

“If your actions inspire others to dream more, learn more, do more and become more, you are a leader. (John Quincy Adams)

“Se suas ações inspiram as outras pessoas a sonharem mais, aprenderem mais, fazerem mais e serem mais, então você é um líder.” (John Quincy Adams)

Creio que essa caracterização da liderança contempla uma importante missão do líder: a capacidade de inspirar seus liderados a buscarem a evolução e o aprimoramento constantes, o que nos remete aos conceitos de liderança tranformacional e liderança servidora.

Nesse sentido, ao ler essa caracterização, também me lembrei da frase de encerramento do célebre discurso que o saudoso Steve Jobs proferiu para os formandos da Universidade de Stanford (assista ao discurso completo no vídeo abaixo): “Stay hungry, stay foolish” (Continue faminto, continue ingênuo).

Penso que todo líder deve buscar manter viva em seus liderados a sede de conhecimento e o desejo de superar seus limites, indo cada vez mais longe.

Stay hungry, stay foolish!!!

abraço,

Marcelo Mello

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Resenha do livro “Sincronicidade, o caminho interior para a liderança” de Joseph Jaworski

Caríssimos,

Durante a fascinante jornada do meu Mestrado e, sobretudo, da construção da minha dissertação, me deparei com muitos livros e artigos profundamente interessantes e inspiradores e, certamente, um dos que mais me influenciou foi o livro “Sincronicidade, o caminho interior para a liderança” de Joseph Jaworski.

Eu já havia tido contato com as idéia de Jaworski quando li o instigante livro “Presença”, escrito por ele, Peter Senge, Betty Sue Flowers e Otto Scharmer (obra sobre a qual oportunamente escreverei por aqui). Aliás, “Sincronicidade” já começa com uma brilhante introdução escrita por Peter Senge, na qual ele afirma, entre outras coisas, que este livro é leitura obrigatória para qualquer pessoa que leve a liderança a sério. Senge apresenta ainda seu entendimento de que vivemos em um mundo de possibilidades e que é necessário substituir os tradicionais e rígidos modelos mentais mecânico-newtonianos por uma visão de mundo que privilegie o comprometimento e o protagonismo para com a vida. É neste contexto que Senge introduz o termo Sincronicidade, apresentando-o como um resultado de uma nova forma de pensar sobre a vida e seus fenômenos.

Para conceituar o que vem a ser a Sincronicidade, Jaworki recorre às idéias de  C. Jung em sua clássica obra “Sinchronicity: An Acausal Connecting Principle”, na qual o autor define a sincronicidade como “uma coincidência significativa de dois ou mais eventos em que algo mais do que a probabilidade do acaso está envolvida”. O livro de Jaworki explora as distinções e conceitos relacionados à Sincronicidade no contexto de sua própria história de vida, iniciando por sua bem sucedida (porém carente de significado) carreira de advogado, passando pelo quiebre de seu divórcio do primeiro casamento e descrevendo então a profunda jornada de auto-conhecimento e transformação de seus modelos mentais que o levaram a “jogar tudo para o alto” e seguir em busca da construção e consolidação do American Leadership Forum, sua contribuição para o futuro que, como ele veio a descobrir, ansiava por emergir.

Ao longo de sua jornada, Jaworki relata alguns encontros “mágicos” (pontuados como evidências da Sincronicidade) com pessoas que o ajudaram e inspiraram na compreensão e concretização de sua missão. Dentre tais encontros, ele destaca suas conversas com David Bohm, John Gardner e Francisco Varela, as quais foram poderosas forças catalisadoras para a continuidade do seu trabalho.

Jaworski apresenta também o que ele chama de armadilhas, ou nas suas próprias palavras, “qualquer coisa que cause um retrocesso à velha forma de pensar e agir, retardando assim nosso desenvolvimento como parte do processo generativo em desdobramento”.

A primeira armadilha é a da Responsabilidade, a qual nos leva a sentirmo-nos responsáveis por tudo e por todos que estão envolvidos em nossos projetos, ou seja, trata-se de uma supervalorização do nosso papel no processo em curso. Esse senso de responsabilidade excessiva acaba por afetar nossa produtividade e limitar nossa capacidade de atuação.

A segunda armadilha identificada pelo autor é a da Dependência, a qual nos leva a acreditarmos que todo o processo depende de algumas pessoas ou processos-chave e que se esses elementos não estiverem presentes, tudo estará perdido. Para superar essa armadilha, Jaworski afirma que é preciso focar no resultado e não ficar preso a nenhum processo ou pessoa em particular para alcançá-lo, ou seja, é preciso ter flexibilidade diante dos obstáculos. Ele afirma ainda que tanto a armadilha da responsabilidade quanto a da dependência surgem a partir do medo de não haverem alternativas. Todavia, sempre existem alternativas, nós é que, muitas vezes, não somos capazes de enxergá-las.

Jaworski apresenta ainda uma terceira armadilha, a da hiperatividade. Essa armadilha consiste no risco de nos perdermos em meio ao grande volume de atividades e compromissos gerados pelo processo que estamos conduzindo e, dessa forma, nos desconectarmos de nosso propósito original.

Uma das principais mensagens desta obra de Jaworski é a de que a liderança consiste em descobrirmos como podemos moldar coletivamente o nosso futuro. Ainda segundo ele, “a liderança diz respeito à criação, dia a dia, de um domínio no qual nós e os que se encontram ao nosso redor continuamente aprofundemos nossa compreensão da realidade e sejamos capazes de participar da formação do futuro”.

Caros amigos, “Sincronicidade” é um livro poderoso, cheio de conceitos e distinções que nos instigam e que desafiam a visão de mundo tradicional e fragmentada. Compartilho da opinião do grande Peter Senge de que está é, sem dúvida, uma obra obrigatória para todos aqueles que levam a sério o tema da Liderança ou que, de alguma forma, desejam contribuir para a construção de um futuro melhor.

grande abraço,

Marcelo Mello

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Só de sacanagem (Ana Carolina)

Caros,

já que estamos falando desse terrível mal chamado Corrupção, compartilho com vocês este belo e profundo vídeo, no qual a voz marcante de Ana Carolina nos convida a responder ao malfeito reforçando ainda mais nosso comportamento ético e honesto.

O texto “Só de sacanagem” é de Elisa Lucinda e a canção é fruto da parceria de Ana Carolina e Tom Zé.

É isso aí galera, ainda dá pra mudar o final!!!

abraço,

Marcelo Mello

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A corrupção e a inércia nossa de cada dia…

Caríssimos,

falar sobre corrupção no Brasil é, como diz o ditado, “chover no molhado”. Dia após dia somos bombardeados com várias notícias sobre esquemas, conluios e maracutaias de toda sorte. Dia após dia, o erário público, fruto da pesadíssima carga tributária vigente no país, é ferozmente atacado de todas formas possíveis, e em todas as esferas do governo.

Até mesmo o PT, que um dia foi um partido sério e comprometido com o bom combate, ao chegar ao poder se entregou de corpo e alma ao mal feito e incorporou a máxima de que “os fins justificam os meios”. Adotou e institucionalizou as práticas que antes combatia e fez da defesa dos corruptos, desde que pertencentes à base aliada, uma de suas principais bandeiras.

A corrupção é um câncer que se espalhou por todos os cantos do Brasil e que é alimentado, em grande parte, pela certeza da impunidade por parte dos bandidos que diariamente “metem a mão” no dinheiro público. Esses pilantras sabem que não serão punidos pela justiça, graças a infinidade de brechas existentes nas leis, habilmente utilizadas por advogados de pouco caráter e muito bem pagos. Eles também confiam que não serão punidos por seus pares, pois a maioria comete os mesmos “deslizes”, e, afinal de contas, ninguém vai querer criar um precedente que venha a lhe prejudicar no futuro (está aí a excelentíssima Deputada Jaqueline Roriz, corrupta ao quadrado e singelamente absolvida pelos colegas, que não me deixa mentir). E o pior, estes meliantes também sabem que dificilmente serão punidos nas urnas, pois  mesmo que seus mal feitos sejam expostos pela imprensa, continuarão a ser eleitos graças à inércia de uma população que não dá a devida importância à política e ao país.

Preferimos discutir exaustivamente a escalação da seleção a debater a atuação de nossos parlamentares. Acompanhamos religiosamente as novelas da Globo, mas não sabemos como têm se comportado os deputados e senadores em quem votamos. Nos revoltamos e xingamos o motorista que nos dá uma “fechada” no trânsito, mas nada fazemos contra as atitudes e omissões de nossos governantes que nos ferem e prejudicam.

Somos co-responsáveis pelo estado atual das coisas na política brasileira e damos nossa significativa parcela de contribuição para o alastramento desse câncer chamado corrupção. Precisamos nos mexer e fazer mais se quisermos que, um dia, as coisas mudem!!!

Sim, ainda acredito que elas podem mudar. Ainda há esperança, e ela vem de parlamentares que têm executado seu trabalho de forma séria e honesta. Tenho acompanhado pela imprensa e pelas redes sociais o trabalho do Senador Cristovam Buarque e dos Deputados Federais Reguffe e Manuela D’Ávila e tenho me surpreendido positivamente com sua postura e compremetimento. Como eles, acredito que haja outros que honrem os votos que receberam e atuem de forma digna.

Que possamos ampliar o número de políticos pautados pela ética e pela honestidade e, assim, superarmos a severa crise de valores que se abate sobre nosso país.

grande abraço,

Marcelo Mello

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Dilbert – Redundância

Caríssimos,

o nosso incansável amigo Dilbert nos mostra, sempre de forma muito bem humorada, como a falta de comunição pode resultar em retrabalho e ineficiência:

grande abraço,

Marcelo Mello

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Sobre arremetidas, lasers, gestão sustentável e gastronomia

Caros amigos,

depois de um prolongado período de ausência, retorno a este espaço de aprendizado e compartilhamento para dividir com vocês alguns fatos interessantes de minha mais recente visita à fabulosa cidade de São Paulo. Estive lá na semana passada para participar de uma Oficina de Desenvolvimento de Competências Gerenciais, evento de encerramento do Programa Diálogo do Banco do Brasil em parceria com a FGV.

Já na chegada à São Paulo, a primeira surpresa: quando o avião estava a uns 20 metros do solo, o piloto abortou o pouso e arremeteu. Posso garantir a vocês que não é uma experiência muito agradável. Mas o pior foi quando, alguns minutos depois, o comandante veio pelo rádio e explicou o motivo da manobra. Segundo ele, um laser, daqueles que tem infestado os estádios de futebol mundo afora, atingiu o olho dele e, por isso, ele teve que abortar o pouso. Ele também disse que esse fato tem se tornado inconvenientemente comum, sobretudo nos aeroportos de São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas.

Agora, fala sério, o que tem na cabeça um indivíduo pra sair de casa e ir pros arredores de um aeroporto apontar uma porcaria daquelas na direção a um avião? Fico imaginando o meliante conversando com os amigos e dizendo: “Orra meu, nóis tamo aí de bobera memo, num tem jogo do timão pra nóis arrumar umas briga, bora lá pro aeroporto joga uns laser nos avião…”. É simplesmente estarrecedor!!!

Mas passado este pequeno inconveniente, minha estada em São Paulo foi muito agradável. A Oficina foi muito bacana e tive a grata oportunidade de conversar com vários colegas do BB de várias partes do país. É sempre muito legal trocar ideias com pessoas que atuam em outras áreas do banco, sobretudo no desafiador ambiente das nossas agências. Outro aspecto muito positivo desse evento foi perceber que começa a ganhar força a ideia de que é preciso desenvolver um modelo de gestão mais humano e sustentável. Esse assunto foi bastante abordado durante os dois dias de conversas e atividades em grupo e, espero, se torne cada vez mais presente na agenda da organização.

Por fim, aproveitei todo o tempo livre para experimentar um pouco da variedade gastronômica de São Paulo, e dentre as minhas descobertas destaco e recomendo:

1. Starbucks (Shopping Center 3): fui lá umas quatro vezes em dois dias. O lugar é muito agradável e todos os cafés que provei estavam sensacionais;

2. Hamburgueria 162 (Rua Augusta): o hamburguer de costelinha de porco é delicioso;

3. Pedaço da Pizza (Rua Augusta): deliciosas pizzas vendidas em pedaço. Para quem gosta de novos sabores, vale a pena provar a pizza de Shimeji com couve;

grande abraço e até o próximo post,

Marcelo Mello

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Humor – Não vale a pena discutir…

Pessoal,

compartilho com vocês esse divertido quadrinho que recebi por email. Esse cara é dos meus…

grande abraço,

Marcelo Mello

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Outras Frequências (Engenheiros do Hawaii)

Amigos,

que possamos contribuir cada vez mais para que o mundo vibre em outras frequências.

grande abraço e um excelente fim de semana para todos,

Marcelo Mello

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Acabou!!!

Caríssimos,

é isso mesmo, depois de muito esforço, ACABOU! Nesta semana eu entreguei os volumes finais da minha dissertação na UCB. Foram três anos de muito trabalho, descobertas e, sobretudo, de profundo aprendizado.

Ao longo dessa trajetória, eu contei com a colaboração de muitas pessoas, as quais, direta ou indiretamente ajudaram a delinear o caminho percorrido e os resultados alcançados. A todas essas pessoas eu reitero minha mais sincera gratidão!

E como não poderia deixar de ser, compartilho aqui o meu trabalho, cujo título é “Conversando e Liderando: um estudo sobre a relação entre Competências Conversacionais e a Liderança Compartilhada”. Espero que a minha pesquisa possa ser, de alguma forma, útil a vocês que me dão a honra de sua atenção neste espaço de construção colaborativa de conhecimento.

Dissertação Marcelo Monteiro de Mello – Versão final

Aguardo ansiosamente por seus comentários e pelas inúmeras conversas que podemos manter aqui.

Abraço,

Marcelo Mello

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Dilbert – O gerente demonstrando toda a sua (in)utilidade…

Caríssimos,

mais uma tira impagável do nosso amigo Dilbert:

Há (muitos) momentos em que eu também imploro pelo caos…

abraços,

Marcelo Mello

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