Caros amigos,
hoje quero compartilhar com vocês um momento único em minha vida: acabo de chegar do último encontro da disciplina de GRO – Gestão dos Relacionamentos nas Organizações, parte do Programa de Mestrado em Gestão do Conhecimento e da Tecnologia da Informação da Universidade Católica de Brasília e ministrada pelo amigo e professor Gentil de Lucena Filho, com a participação de sua esposa Margarita e do professor Rodrigo Pires. Como era nossa última aula, nossa turma decidiu organizar um encontro diferente, com comes e bebes, além de uma brincadeira de troca de presentes (organizada nos últimos dois dias via troca de emails).
Mas o que marcou profundamente essa noite memorável foi a conversa que mantivemos durante algumas horas, na qual cada um de nós compartilhou, de forma sincera e tocante, as dificuldades, emoções, sofrimentos, angústias, vitórias e transformações vivenciadas ao longo dos últimos meses. Foram muitas as declarações poderosas, os juízos e as afirmações expostas, muitos foram os depoimentos acerca do “dar-se conta” e várias foram as histórias de vida compartilhadas com o grupo.
A cada fala, um após um, eu fui ficando maravilhado com o contexto de confiança que se criou entre nós. As coisas que foram ditas, e da forma que o foram, só poderiam ter lugar em um “espaço sagrado” como o que foi construído na disciplina de GRO, espaço este pautado pelo respeito e legitimação do outro, pelo aprendizado mútuo e, sobretudo, pela ética do amor.
Meu juízo, que não é (e nem tem a pretensão de ser) nada mais nem nada menos que meu juízo, é que nosso encontro dessa noite foi a materialização da distinção da “Presença”, descrita por Peter Senge e outros autores no livro que leva o mesmo nome como o ato de “ver a partir da fonte mais profunda e fazer-se de veículo para essa fonte”. Creio que foi exatamente isso o que ocorreu conosco: cada um de nós e nós todos como grupo passamos a ver e agir a partir de uma fonte mais profunda e a refletirmos essa fonte e isso só foi possível por que, ao longo do semestre, trilhamos juntos um caminho que passou pela suspensão de nossos modelos mentais e pelo redirecionamento de nossa atenção.
Creio que para além de todo o valioso referencial teórico explorado e das respectivas distinções dele depreendidas, o grande aprendizado resultante dessa jornada de GRO foi a consciência de somos seres humanos, constituídos por nosso corpo, linguagem e emocionalidade e que é na relação com os outros que encontramos o sentido de nossa existência.
Por fim, penso que a beleza e profundidade do fenômeno que vivemos juntos ao longo desses quatro meses e que culminou com maravilhoso encontro dessa noite, podem ser representadas por uma frase de Dee Hock em seu livro “Nascimento da era caórdica”:
“A vida é uma dádiva que traz uma dádiva, que é a arte de dar.”
Muito obrigado ao professor Gentil e a sua esposa Margarita, muito obrigado ao professor Rodrigo e muito obrigado a cada um de meus amigos e companheiros de jornada. Que possamos cada vez mais nos darmos, integra e sinceramente, aos outros e ao mundo e, assim, recuperarmos o sentido mais profundo de nossa humanidade.
grande abraço,
Marcelo Mello
P.S.: este post foi escrito ao som do CD “Vitor & Léo, ao vivo em Uberlândia”, meu presente em nossa brincadeira de “amigo secreto”.
Marcelo, lindas suas palavras. Creio que este sentimento é o que domina a todos nós neste momento…
Sentirei saudades…
Por: Fabiane em 25/06/2009
às 14:15