Meu amigo Pedro (Raul Seixas)

Caríssimos,

há alguns dias, meu grande amigo Anatoli Ambrósio compartilhou via facebook esta obra prima do mestre Raul. Confesso que ainda não conhecia a canção e fiquei encantado, sobretudo com a profundidade da letra, que nos passa, de forma simples e bela, uma singela mensagem sobre a vida.

“Cada um de nós é um Universo…”

abraço,

Marcelo Mello

Resenha do livro Teoria U de C. Otto Scharmer

Caríssimos amigos,

acabei de reler o livro Teoria U de C. Otto Scharmer, obra que foi uma das principais referências de minha dissertação de Mestrado, a fim de escrever um artigo para meu recente curso de MBA em Gestão Empresarial.

É muito interessante notar o quanto a releitura de um texto, sobretudo um tão denso como este, nos propicia aprofundar sua compreensão e captar distinções que nos passaram despercebidas quando do primeiro contato.

A Teoria U é apresentada por Scharmer como uma jornada rumo ao exercício da liderança a partir de nossas mais altas possibilidades futuras, iluminando o que ele chama de ‘ponto cego’, a fonte de onde se origina nossa atenção e ação. O autor afirma que “a mesma pessoa na mesma situação fazendo a mesma coisa pode produzir um resultado totalmente diferente dependendo do lugar interior a partir do qual essa ação está vindo.”

O movimento completo do U é composto por seis pontos de inflexão, além de um limiar de transformação, na base do U, como pode ser verificado na figura abaixo:

Imagem Movimento do U

Ao longo desta instigante obra, Otto C. Scharmer vai gradualmente apresentando sua poderosa teoria, como uma nova tecnologia social para que os líderes possam atuar de forma efetiva em um mundo caracterizado pela mudança constante e pela crescente complexidade, passando a operar a partir de um futuro emergente.

O movimento do U é profundamente explorado e cada uma de suas etapas (Recuperação, Visão, Sentir, Presencing, Cristalizar, Prototipar e Atuar) é tratada em detalhes pelo autor, associando-as a temas relevantes como complexidade, aprendizagem, mudanças e níveis de escuta, além de apresentar os fundamentos filosóficos que sustentam sua teoria.

 

“… para lidar com os desafios de nosso tempo, precisamos aprender a deslocar o modo como prestamos atenção, a estrutura de campo de nossa atenção. O modo como prestamos atenção – o lugar do qual operamos – é o ponto cego em todos os níveis da sociedade.”

Scharmer sintetiza sua teoria em um conjunto de proposições, princípios e práticas, os quais reproduzo abaixo:

21 proposições sobre a Teoria do Campo Social:

  1. Os sistemas sociais são “colocados em prática” ou “encenados” (enacted) pelos seus membros em um contexto;
  2. O ponto cego das ciências sociais, dos sistemas sociais e da teoria de campo hoje em dia diz respeito às fontes nas quais os sistemas sociais têm origem;
  3. Há quatro fontes diferentes de atenção da qual pode emergir a ação social:
    1. Eu em mim;
    2. Eu no objeto;
    3. Eu em você;
    4. Eu no agora;
  4. As quatro fontes e estruturas de atenção dão origem a quatro diferentes fluxos ou campos de emergência;
  5. Os quatro campos de encenação da realidade social aplicam-se a todas as esferas de criação da realidade social (Micro, Meso, Macro e Mundo);
  6. Os pontos de inflexão movendo-se de um campo para outro são idênticos em todos os níveis;
  7. Quanto maior a hipercomplexidade de um sistema, mais crítica é a capacidade para operar a partir dos campos mais profundos da emergência social;
  8. A inovação profunda que trata os três tipos de complexidade exige um processo que integre três movimentos: abrir-se para contextos que importam (cossentir), conectar-se à fonte de quietude (co-presencing) e prototipar o novo (cocriação);
  9. Para acessar e ativar as fontes mais profundas dos campos sociais três instrumentos devem ser ajustados, ou “afinados”: a mente aberta, o coração aberto e a vontade aberta;
  10. Abrir esses níveis mais profundos exige a superação de três barreiras: a Voz de Julgamento (VOJ), a Voz do Cinismo (VOC) e a Voz do Medo (VOF):
    • VOJ (Voz do Julgamento): Os velhos e limitantes padrões do julgamento e pensamento. Sem a capacidade de desligar ou suspender a VOJ, não faremos nenhum progresso para acessar a criatividade e nunca atingiremos os níveis mais profundos do U.
    • VOC (Voz do Cinismo): As emoções da desconexão, tais como cinismo, arrogância e frieza que nos impedem de mergulhar nos campos em volta de nós.
    • VOF (Voz do Medo): O medo de deixar ir o eu familiar e o mundo conhecido; o medo de ir em frente; medo de se render no espaço do nada.
  11. Subir o lado direito do U (cocriação) exige um compromisso de servir o todo e a capacidade de reintegrar a inteligência da cabeça, do coração e das mãos;
  12. Quanto maior o intervalo entre a complexidade sistêmica exterior e a capacidade interior de acessar os fluxos mais profundos da emergência, é mais provável que um sistema sairá dos trilhos e reverterá para um espaço destrutivo de antiemergência;
  13. O espaço social da antiemergência é manifestado em um movimento reacionário conhecido como fundamentalismo (que pode ser religioso, político ou econômico);
  14. O campo social é um todo em desenvolvimento que pode ser observado e experimentado pelas cinco dimensões. São eles: espaço social, tempo social, o coletivo, o eu e o espaço envolvente (Terra);
  15. À medida que um campo social se desenvolve e começa a incluir os mais profundos níveis e fluxos da emergência, a experiência de tempo, espaço, eu, coletivo e Terra funde-se por meio de um processo escultural de inversão;
  16. A abertura das fontes e dos fluxos de emergência mais profundos inverte a relação entre o indivíduo e o coletivo;
  17. A abertura das fontes mais profundas e dos campos de emergência transformam a relação entre o conhecedor e o conhecido;
  18. O campo social é uma escultura de tempo na criação;
  19. O desenvolvimento do campo social é uma função da ressonância mórfica sem escala;
  20. O futuro de um sistema é uma função do Campo (fonte) a partir do qual escolhemos operar;
  21. A força revolucionária neste século é o despertar de uma capacidade humana geradora profunda – o “eu no agora”;

Princípios e práticas do Presencing para conduzir inovação e mudanças profundas:

  1. Atenda: ouça o que a vida o convida a fazer;
  2. Conecte-se: ouça e dialogue com participantes interessantes no campo;
  3. Coinicie um grupo central diversificado que inspire uma intenção comum;
  4. Forme uma equipe central de protótipo altamente comprometida e esclareça questões essenciais;
  5. Faça jornadas de mergulho profundo aos lugares de maior potencial;
  6. Observe, observe, observe: suspenda a Voz do Julgamento (VOJ) e conecte-se ao estado de deslumbramento;
  7. Pratique o ouvir profundo e o diálogo: conecte-se a outros com mente, coração e vontade abertos;
  8. Crie órgãos de sensibilização coletiva que permitam ao sistema ver a si próprio;
  9. Deixe ir: deixe ir seu velho eu e coisas que devem morrer;
  10. Deixe vir: conecte-se e renda-se ao futuro que quer emergir por você;
  11. Silêncio intencional: adquira uma prática que o ajude a se conectar com a sua fonte;
  12. Siga a sua jornada: faça o que ama, ame o que faz;
  13. Lugares de presença: crie círculos nos quais vocês mantenham uns aos outros na futura intenção mais elevada;
  14. O poder da intenção: conecte-se ao futuro que precisa de você – cristalize sua visão e sua intenção;
  15. Forme grupos centrais. Cinco pessoas podem mudar o mundo;
  16. Esboce microcosmos estratégicos como uma pista de aterrissagem para o futuro emergente;
  17. Integre cabeça, coração e mãos: busque isso com as mãos; não pense, sinta;
  18. Itere, itere, itere: crie e adapte-se e sempre permaneça em diálogo com o universo;
  19. Codesenvolva ecossistemas de inovação que conectem e renovem vendo a partir do todo emergente no todo emergente;
  20. Crie infraestruturas de inovação modelando ritmo e lugares seguros para treinamento por pares/colegas (com o suporte da tecnologia social);
  21. Teatro do Presencing: desenvolva a consciência coletiva via mídias de nível 4;

 

Se você tem interesse em conhecer e refletir sobre novas formas de compreensão da maneira como percebemos a agimos no mundo, recomendo fortemente a leitura desta obra.

 

 

grande abraço,

 

 

Marcelo Mello

Construindo inferências a partir de modelos mentais pré-estabelecidos

Um homem quer pendurar um quadro. Ele tem um prego, mas nenhum martelo. O vizinho tem um, portanto nosso homem decide pedir emprestado. Mas então uma dúvida lhe ocorre. “E se o vizinho não quiser me emprestar? Ontem ele mal acenou com a cabeça quando o saudei. Possivelmente, ele estava com pressa. Mas possivelmente fingia estar com pressa porque não gosta de mim. E por que ele poderia não gostar de mim? Eu sempre fui gentil com ele; obviamente, ele imaginava algo. Se alguém quisesse pedir alguma de minhas ferramentas emprestada, eu naturalmente emprestaria. Então, por que ele não quer emprestar-me seu martelo? Como alguém pode recusar uma solicitação tão simples? Pessoas como ele realmente envenenam a vida dos outros. Ele provavelmente até imagina que depende dele apenas porque ele tem um martelo. Eu lhe direi poucas e boas.” E, assim, nosso homem vai ao apartamento do vizinho e toca a campainha. O vizinho abre a porta, mas, antes que ele possa até dizer “Bom dia”, nosso homem começa a gritar: “Pode ficar com seu maldito martelo, que eu não preciso dele, seu idiota!”

Citação do filósofo Paul Watzlawick, extraída do livro Teoria U de C. Otto Scharmer

Para refletir: A partir de onde se origina nossa ação? Desde onde fazemos o que fazemos?

Abraço,

Marcelo Mello

As emoções

Caros amigos,

segundo a Ontologia da Linguagem, o ser humano é constituído por três pilares fundamentais, os quais estão em constante busca por coerência entre si: A linguagem, o corpo e as emoções.

A linguagem, para além de seu caráter descritivo, possui uma capacidade geradora, capaz de criar novas realidades e, desta forma, nos possibilita a construção de novos mundos e do nosso próprio ser, a partir do nosso fazer/agir.

Nosso corpo, por sua vez, também reflete quem somos, nossa história, feridas, experiências e modelos mentais. Nosso corpo expressa de maneira clara e natural o significado que atribuímos a cada situação que vivenciamos, cada conversa em que tomamos parte e cada pensamento que nos toma.

Por fim, o domínio da emocionalidade está presente em toda a ação humana, da mais simples à mais complexa. Somos constantemente arrebatados pelas mais variadas emoções, mesmo que algumas delas não sejam tão claramente reconhecíveis.

O grande mestre Humberto Maturana afirma que as emoções são predisposições para a ação e, neste sentido, aquilo que sentimos influi diretamente em nosso modo de agir. Por outro lado, nossos sentimentos também são resultado de nossas ações e, dessa forma, temos um vínculo bastante estreito entre ação e emoção.

A busca pela coerência é a principal característica integradora dos três domínios constitutivos do ser humano: Linguagem, Corpo e Emoção. O que quer que ocorra em um destes domínios, seguramente afetará dos demais. Neste sentido é que Rafael Echeverria argumenta ser razoável esperar que transformações produzidas em um determinado domínio se traduzam em modificações nos demais, a fim de se resguardar a coerência entre eles.

Outro aspecto muito importante acerca das emoções é que nós não temos a capacidade de escolher sentir ou não determinada emocionalidade, contudo, podemos sim escolher como iremos agir diante de uma determinada emoção que me invade. Leonardo Wolk nos lembra que “ao assumir a responsabilidade diante das nossas emoções, também estamos responsabilizando-nos perante o mundo.”

Gostaria de encerrar este post compartilhando um singelo, porém profundo, conto sobre as emoções, retirado do livro “Coaching, a arte de soprar brasas” de Leonardo Wolk:

As emoções

Contam que uma vez se reuniram todos os sentimentos e qualidades do ser humano.

Quando o tédio já tinha bocejado pela terceira vez, a loucura, como sempre tão louca, lhe propôs: vamos brincar de esconde-esconde?

A intriga levantou a sobrancelha intrigada e a curiosidade, sem poder se conter, perguntou:

-De esconde-esconde… e como é isso?

– É uma brincadeira – explicou a loucura – na qual eu tapo o rosto e começo a contar até um milhão enquanto vocês se escondem. E assim que eu tenha terminado de contar, o primeiro de vocês que encontre irá ocupar meu lugar para continuar a brincadeira.

O entusiasmo dançou acompanhado pela euforia, a alegria deu tantos saltos que acabou por convencer a dúvida incluindo a apatia, a quem nunca interessava nada.

Mas nem todos quiseram participar… a verdade preferiu não se esconder; para quê? Se no final ela sempre era dita, e a soberba achou que era um jogo muito bobo (mas no fundo o que a incomodava era que a ideia não tivesse sido dela) e a covardia preferiu não se arriscar…

– Um, dois, três… – a loucura começou a contar.

A primeira a se esconder foi a preguiça, que, como sempre, deixou-se cair atrás da primeira pedra do caminho. A fé subiu aos céus e a inveja se escondeu por trás da sombra do triunfo, que com seu próprio esforço havia conseguido subir na copa da árvore mais alta. A generosidade quase não conseguia se esconder, cada lugar que via lhe parecia maravilhoso para algum de seus amigos…

– O quê? Um lago cristalino? Ideal para a beleza.

O quê? A fenda de uma árvore? Perfeito para a timidez.

O quê? O voo de uma mariposa? Ideal para a voluptuosidade.

O quê? A rajada do vento? Magnífico para a liberdade.

E assim a generosidade terminou por se esconder em um raiozinho de sol.

O egoísmo, ao contrário, encontrou um lugar muito bom desde o início, cômodo, ventilado… mas só para ele. A mentira se escondeu no fundo dos oceanos (mentira, na verdade se escondeu atrás do arco-íris) e a paixão e o desejo no centro dos vulcões.

O esquecimento… eu esqueci onde se escondeu… mas isso não é importante.

Quando a loucura contava 999.999, o amor ainda não tinha encontrado um lugar para se esconder, pois todos os lugares se encontravam ocupados, até que avistou um roseiral… e enternecido decidiu esconder-se em suas flores.

Um milhão! – contou a loucura, e começou a procurar. A primeira a aparecer foi a preguiça, a apenas três passos de uma pedra.

Depois, escutou-se a fé discutindo com Deus nos céus sobre zoologia…

A paixão e o desejo foram sentidos pelo vibrar dos vulcões. Em um descuido, encontrou a inveja e, claro, pôde deduzir onde estava o triunfo.

Nem teve de procurar o egoísmo. Ele mesmo saiu em disparando de seu esconderijo, que no final acabou por ser um ninho de vespas.

De tanto caminhar, sentiu sede e, ao se aproximar do lago, descobriu a beleza.

Com a dúvida, acabou sendo mais fácil ainda, porque a encontrou sentada sobre um cerca sem conseguir decidir de que lado se esconderia.

Assim foi encontrando todos. O talento entre a relva fresca, a angústia em uma caverna escura, a mentira atrás do arco-íris (mentira, ela estava mesmo no fundo do oceano)… e o esquecimento… que já havia esquecido que estavam brincando de esconde-esconde.

Mas o amor não aparecia em lugar nenhum.

A loucura procurou atrás de cada árvore, debaixo de cada pedregulho do planeta, em cima das montanhas… e, quando estava se dando por vencida, avistou um roseiral e as rosas… pegou um forquilha e começou a mexer nos ramos, quando de repente se escutou um grito doloroso.

Os espinhos haviam ferido os olhos do amor; a loucura não sabia o que fazer para se desculpar. Chorou, pediu, rogou, implorou perdão e, como castigo, prometeu até ser seu guia.

Conta a lenda que desde então, desde que pela primeira vez se brincou de esconde-esconde na terra, o amor é cego… e a loucura sempre o acompanha.

um grande a fraternal abraço,

Marcelo Mello

Resenha do livro “Foco” de Daniel Goleman

Queridos leitores,

Em seu mais recente livro, Daniel Goleman, pesquisador mundialmente conhecido por seus trabalhos relacionados à Inteligência Emocional, explora o tema da atenção como peça chave para o sucesso de indivíduos e organizações.

A exemplo de seus trabalhos anteriores, as proposições de Goleman estão fundamentadas em amplos estudos na área da Neurociência, os quais têm avançado sensivelmente no que se refere à compreensão do funcionamento do cérebro humano em toda sua complexidade.

Foco

O livro explora inicialmente alguns conceitos básicos daquilo que Goleman chama de “anatomia da atenção”. Dentre as distinções mais importantes apresentadas pelo autor, estão as de mente ascendente e mente descendente, em referência às diferentes regiões cerebrais que controlam o funcionamento, respectivamente, de nossa capacidade de atenção involuntária (mente a deriva) e atenção voluntária (foco intencional).

Todo o livro está assentado em uma distinção chave chamada de Foco Triplo da Atenção: o foco interno, o foco no outro e o foco externo. Segundo Goleman, “o foco interno nos põe em sintonia com nossas intuições, nossos valores principais e nossas melhores decisões. O foco no outro facilita nossas ligações com as pessoas das nossas vidas. E o foco externo nos ajuda a navegar pelo mundo que nos rodeia”. Goleman ainda afirma ser fundamental buscar um equilíbrio entre estes três focos, a fim de que possamos atingir um nível pleno de atenção.

O autor ainda aborda a relação entre atenção e liderança, tendo como pano de fundo a necessidade de construção de modelos de liderança e de negócios mais conscientes e sustentáveis.

Trata-se, sem dúvida alguma, de um livro muito interessante e que apresenta distinções bastante relevantes e úteis para o contexto atual de nossa humanidade, repleto de desafios extremamente complexos e demandante por decisões cruciais para o futuro de nossas organizações, comunidades e do planeta como um todo.

 

Grande abraço,

 

Marcelo Mello (Direto de Natal – RN)

Caracterizando a liderança VII – Fernando Saenz Ford no DIpLO Brasil

Caros Amigos,

no fim de Maio/2014 participei do último módulo do Programa DIpLO Brasil 2014/2014, organizado pelo LabCon – Laboratório de Conversas – e conduzido pelo sensacional coach argentino Fernando Saenz Ford.

Durante quatro dias, nos dedicamos a reflexão profunda sobre diversos temas relacionados à Gestão de si mesmo, de equipes e de sistemas, bem como conversamos sobre emoções e também sobre Liderança.

As distinções compartilhadas por Fernando foram muito impactantes e incrivelmente pertinentes tanto no contexto pessoal quanto na esfera organizacional/profissional de nossas vidas.

Entre tantos aportes significativos, gostaria de compartilhar dois, em especial, que buscam caracterizar o fascinante fenômeno da Liderança:

“A liderança surge quando há pessoas dispostas a assumir a responsabilidade inclusive por aquilo que não produziram com sua ação direta.”

“A liderança surge quando há pessoas dispostas a se comprometer com algo que ainda não tem ideia de como irão realizar.”

Creio que as distinções da Responsabilidade e o do Compromisso estão, de fato, no cerne do fenômeno da Liderança e que compreender e praticar tais distinções pode nos fazer avançar rumo a um modelo de Liderança efetivo nos complexos cenários em que atuamos hoje.

 

Grande abraço,

Marcelo Mello