Não basta apenas sonhar, é preciso agir!

Caríssimos,

lendo o livro Gestión Ontológica de Ivonne Hidalgo e revisando os materiais do módulo de Gestão da Ação Executiva (parte do Programa do DIPLODiplomado Internacional para Logros Organizacionales), do qual tive o privilégio de participar há algumas semanas e sobre o qual escreverei mais detalhadamente aqui em breve, me deparei com um belíssimo poema do escritor e pensador alemão Johann Wolfgang von Goethe:

“Até que estejamos comprometidos, há vacilação,

a possibilidade de retrocesso e a inefetividade.

Com relação a todos os atos de iniciativa e criação

há uma verdade elementar,

cuja ignorância mata incontáveis ideias

e planos esplêndidos: que no momento em que nos

comprometemos definitivamente,

a Providência também dá um passo.

Todo tipo de coisas ocorre para nos ajudar,

que de outra maneira jamais teriam ocorrido.

Uma corrente de eventos, surgidos a partir de nossa decisão,

gera a nosso favor todo o tipo de incidentes

e encontros imprevistos,

e assistência material que nenhum homem jamais poderia ter

sonhado que viria em sua ajuda.

Aquilo que podes fazer, ou sonhas que podes fazer,

COMEÇA!

A audácia tem gênio, poder e magia.

Começa agora!

Meus amigos, penso que a mensagem de Goethe nos convoca a irmos além das expectativas, desejos, sonhos e planos, partindo efetivamente para a ação, seja ela individual ou (provavelmente) coletiva, de forma a construirmos a realidade que almejamos.

Comecemos pois, AGORA, não amanhã ou em “qualquer dia desses”, mas AGORA, a construirmos o futuro que, sentimos, anseia por emergir, e deixemo-nos brindar pelos encontros e sincronicidades que a Providência nos conceder.

Grande abraço,

Marcelo Mello

Resenha do livro “Source: The Inner Path of Knowledge Creation” de Joseph Jaworski

Caros amigos,

A ideia deste post é compartilhar com vocês uma breve resenha do livro “Source: The inner path of knowledge creation”, bem como algumas reflexões pessoais sobre esta instigante obra.

Desde que soube que Joseph Jaworski iria lançar um novo livro, fiquei bastante ansioso para saber o que este brilhante autor, que já havia nos brindado com valiosas distinções e insights poderosos em sua obra anterior (“Sincronicidade”, cuja resenha publiquei neste blog – clique aqui para ler), teria a nos dizer agora.

Tão logo o livro foi lançado, adquiri uma cópia em formato eletrônico (ebook) e mergulhei em uma experiência que realmente desafiou significativamente meus paradigmas.

Source

“Source” não é, seguramente, uma obra que possa ser assimilada ou aceita com facilidade, e me arrisco a afirmar que sua compreensão, mesmo que parcial, requer um conjunto prévio de distinções que está longe de ser trivial. Ainda assim, mesmo para aqueles que eventualmente possuam tais distinções, as ideias propostas por Jaworski provavelmente irão a causar algum nível de estranheza e dúvida.

O livro, a exemplo do que já havia ocorrido com sua obra anterior, é escrito basicamente na forma de relatos acerca de experiências vivenciadas pelo autor ao longo de sua vida, desta feita, em uma jornada pessoal que tinha por objetivo responder a duas questões fundamentais: i) Qual a fonte de nossa capacidade para acessar o conhecimento de que necessitamos para agir em um dado momento? ii) Como podemos aprender a ativar tal capacidade, tanto individual quanto coletivamente?

O texto de Jaworski pode parecer, a primeira vista, um tanto o quanto místico e, de fato, a dimensão espiritual se faz presente nas ideias expostas pelo autor. Porém, os conceitos que suportam tais ideias são oriundos de trabalhos de grandes pesquisadores e estudiosos, sobretudo do renomado físico David Bohm, autor de livros como “On Dialogue” e “Wholeness and the Implicate Order”, entre vários outros.

O trabalho de Bohm está fundamentado, entre outras ideias, na premissa de que a base ou essência do Cosmos não é composta de partículas elementares, mas trata-se de puro processo, um fluído movimento do todo, ou seja, Bohm tinha plena convicção de que o Universo todo está intrinsecamente conectado. Para ele, os seres humanos possuem uma capacidade nata para a inteligência coletiva, podendo aprender e pensar juntos e assim coordenar ações de forma efetiva para a modelar o futuro.

Jaworki discorre sobre suas reflexões e descobertas a partir das conversas que manteve com o próprio Bohn, bem como com diversos outros cientistas e estudiosos que trabalharam com ele ou que formam de alguma forma influenciados por suas ideias.

Como resultado de sua longa e profunda jornada, Jaworski formulou quatro princípios que endereçam as questões fundamentais por ele apresentadas, a saber:

1. O universo possui uma característica aberta e emergente;

2. O universo é um todo indivisível; tanto o mundo material quanto a consciência fazem parte de um todo indivisível;

3. Existe uma Fonte criativa de infinito potencial no universo;

4. Os seres humanos podem aprender a criar a partir do infinito potencial da Fonte, desde que decidam seguir um disciplinado caminho rumo à auto-realização e ao amor, esta que é a mais poderosa energia no universo.

Não tenho aqui a pretensão de abordar todas as ideias e conceitos presentes neste livro, até mesmo porque, tenho que confessar, minha compreensão sobre vários deles ainda é parcial e limitada. Contudo, não tenho receio em afirmar que se trata de uma obra revolucionária e que se propõe a desbravar um território pouquíssimo explorado no campo da liderança e da ação humana.

Grande abraço,

Marcelo Mello

Por que é tão importante aprender (constantemente)?

Caros amigos,

compartilho convosco uma possível (e significativa) resposta para a questão acima:

“O século XXI está se caracterizando por promover mudanças cada vez mais rápidas em todos os domínios da vida humana. É assim que o futuro nos aguarda. Tanto indivíduos como organizações se veem cercados pela constante ameaça do descompasso entre o que se sabe e o que se requer saber. Essa ameaça põe em risco a viabilidade dos empreendimentos humanos. Nossas competências tornam-se obsoletas muito rapidamente. A efetividade de nossas ações se vê comprometida. Aquilo que antes resultava em garantia de êxito perde seu poder e converte-se em condição de fracasso. Os acertos do passado se desgastam e são rapidamente imitados por todos. Isso nos leva a perder nossas antigas vantagens competitivas. O surgimento de práticas e produtos mais eficazes muitas vezes é mais rápido que nossa capacidade de absorção.

A resposta a esse desafio chama-se aprendizagem.”

(extraído do livro Coaching Ontológico – A doutrina fundamental, de Homero Reis)

Entendo que não poderiam ser mais acertadas as palavras do grande Alvin Toffler, ao afirmar que “os analfabetos do século XXI não serão os que não souberem ler ou escrever, mas os que não souberem aprender, desaprender e reaprender.”

Grande abraço,

Marcelo Mello

The Tao of Programming: quando ainda havia romântismo no processo de construção de software

Caros amigos,

O post de hoje surgiu de um destes generosos atos de compartilhamento. Um colega de trabalho, que é um daqueles profissionais que une extrema competência e rara solicitude, certa vez colou em uma parede do nosso local de trabalho o texto abaixo, extraído do livro “The Tao of Programming” (clique aqui para ver o texto completo), e gentilmente ainda incluiu sua tradução:

“Technique?” said the programmer turning from his terminal, “What I follow is Tao — beyond all techniques! When I first began to program I would see before me the whole problem in one mass. After three years I no longer saw this mass. Instead, I used subroutines. But now I see nothing. My whole being exists in a formless void. My senses are idle. My spirit, free to work without plan, follows its own instinct. In short, my program writes itself. True, sometimes there are difficult problems. I see them coming, I slow down, I watch silently. Then I change a single line of code and the difficulties vanish like puffs of idle smoke. I then compile the program. I sit still and let the joy of the work fill my being. I close my eyes for a moment and then log off.”

“Técnica?” disse o programador virando-se do seu terminal, “O que eu sigo é o Tao – acima de qualquer técnica! Quando eu comecei a programar eu via na minha frente o problema inteiro em uma única massa. Após três anos eu não via mais a massa. Ao invés disso, eu usava subrotinas. Mas agora eu não vejo nada. Todo meu ser existe num vazio sem forma. Meus sentidos estão desligados. Meu espírito, livre para trabalhar sem planos, seguindo seus próprios instintos. Pra encurtar, meu programa escreve a si próprio. É verdade, as vezes aparecem problemas difíceis. Eu os vejo chegando, eu desacelero, eu observo em silêncio. Então eu mudo uma única linha de código e as dificuldades desaparecem como nuvens de fumaça. Então eu compilo o programa. Eu fico parado e deixo a alegria do trabalho preencher o meu ser. Eu fecho meus olhos por um momento e então faço o logoff.”

Extraído do texto “The Tao of Programming” e

traduzido para o português por Marcos Motta

O texto acima me fez lembrar de um outro colega, já aposentado, que foi um de meus principais tutores quando eu, praticamente recém-formado, comecei a trabalhar com um dos maiores sistemas legados da minha organização. Aprendi muito com ele, mas de tudo o que ele me disse, uma frase me marcou mais do que qualquer outra. Quando a organização iniciou seus primeiro movimentos na direção de estabelecer controles sobre a área de desenvolvimento e ele começou a ser obrigado a produzir documentos padronizados (Write-only) para documentar o processo de construção de software, lembro-me que um belo dia ele virou-se pra mim, deu um grande suspiro e disse: “Vou me aposentar, o romantismo acabou…”

Acho que ele tinha razão…

abraço,

Marcelo Mello

Caracterizando a Liderança IV – Inspiração

Caros amigos,

sou seguidor do perfil de David Gurten no twitter (http://twitter.com/DavidGurteen). David é consultor, palestrante e facilitador de conversas na área de Gestão do Conhecimento e, entre outras formas de compartilhamento, ele envia, diariamente, frases interessantes sobre gestão do conhecimento, conversas, gestão de pessoas, etc.

Uma das frases compartilhadas na semana passada me chamou especialmente a atenção e julgo que ela merece figurar no rol dos posts que se propõem a tentar caracterizar o que vem a ser esse fascinante fenômeno da liderança:

“If your actions inspire others to dream more, learn more, do more and become more, you are a leader. (John Quincy Adams)

“Se suas ações inspiram as outras pessoas a sonharem mais, aprenderem mais, fazerem mais e serem mais, então você é um líder.” (John Quincy Adams)

Creio que essa caracterização da liderança contempla uma importante missão do líder: a capacidade de inspirar seus liderados a buscarem a evolução e o aprimoramento constantes, o que nos remete aos conceitos de liderança tranformacional e liderança servidora.

Nesse sentido, ao ler essa caracterização, também me lembrei da frase de encerramento do célebre discurso que o saudoso Steve Jobs proferiu para os formandos da Universidade de Stanford (assista ao discurso completo no vídeo abaixo): “Stay hungry, stay foolish” (Continue faminto, continue ingênuo).

Penso que todo líder deve buscar manter viva em seus liderados a sede de conhecimento e o desejo de superar seus limites, indo cada vez mais longe.

Stay hungry, stay foolish!!!

abraço,

Marcelo Mello

Caracterizando a liderança II – Peter Senge

Caríssimos,

compartilho hoje outra contribuição no sentido de caracterizar o que vem a ser essa tal liderança. Desta vez, quem nos brinda com sua brilhante visão e profundo conhecimento é o grande Peter Senge, autor do best seller “A quinta disciplina” e figura respeitadíssima nos meios acadêmico e corporativo.

A visão de Senge, extraída de um artigo escrito para a tradicional Harvard Business Review em 1997, aponta na direção de uma liderança menos centralizada e heróica, indicando que o caminho para que as organizações superem os desafios desse século XXI passa, necessariamente, pela construção de uma cultura de compartilhamento, tanto do conhecimento, quanto da responsabilidade pela condução dos processos de liderança.

Com a palavra, sir Peter Senge:

“Na era do conhecimento, nós iremos finalmente abandonar o mito dos líderes como heróis isolados, comandando suas organizações a partir do topo. Decisões tomadas de cima para baixo e de forma diretiva, podem até ser implementadas, mas reforçam um ambiente de medo, desconfiança e competição interna que reduz a colaboração e a cooperação. Elas fomentam a mera aceitação em lugar do verdadeiro comprometimento, contudo, somente o genuíno comprometimento pode fazer emergir a coragem, imaginação, paciência e perceverança necessárias para as organizações capazes de criar conhecimento. Por esta razão, no futuro, a liderança será distribuída entre diversos indivíduos e equipes, os quais compartilharão a responsabilidade pela criação do futuro de suas organizações.”

Extraído do artigo “Looking ahead: implications of the present”. Harvard Business Review 75.5 (1997), escrito por Peter Drucker, Esther Dyson, Charles Handy, Paul Saffo e Peter Senge.

 

Concordo em gênero, número e grau com as palavras de Senge, apesar de saber que ainda há um longo e tortuoso caminho a ser percorrido até que o colaboração, o compartilhamento e a confiança se consolidem como bases do modelo mental dominante em nossas organizações.

grande abraço,

Marcelo Mello (diretamente do Paraná)