Resenha do livro “Capitalismo Consciente”de John Mackey e Raj Sisodia

Caríssimos amigos,

a obra sobre a qual irei falar neste post também chegou ao meu conhecimento por meio das redes sociais. Após ler inúmeros comentários positivos, sobretudo no meu Twitter, fui até um livraria e comprei uma cópia de “Capitalismo Consciente – como libertar o espírito heróico dos negócios”, escrito por John Mackey e Raj Sisodia.

Mackey é o CEO da Whole Foods Market, líder mundial na venda de alimentos naturais e orgânicos, com mais de 340 lojas espalhadas pelos Estados Unidos, Reino Unido e Canadá e cujas prateleiras são reconhecidas por abrigar somente produtos de altíssima qualidade e, de forma geral, relacionados a uma alimentação saudável. Já Raj é professor e pesquisador, além de autor de sete livros sobre organizações e negócios.

“Negócios não têm a ver com fazer o máximo de dinheiro possível. Têm a ver com a criação de valor para as partes interessadas.” (pág. 23)

A proposta central do livro é apresentar uma forma diferente de se operar o modelo Capitalista, na qual o lucro não seja a única ou principal razão de ser das organizações. Segundo os autores, uma empresa consciente deve possuir propósitos mais elevados e buscar a geração de valor, de maneira equilibrada e sustentável, para todas as partes interessadas (stakeholders).

“Ser consciente significa estar totalmente desperto e lúcido para enxergar realidade com clareza e para entender todas as consequências de nossas ações, a curto e a longo prazo. Significa estar atento ao que se passa dentro de nós mesmos e na realidade externa, bem como aos impactos disso tudo sobre o mundo. Significa, também, ter um forte compromisso com a verdade e agir do modo mais responsável, de acordo com o que entendemos ser verdadeiro.” (pág. 31)

Os modelo proposto pelos dois autores e chamado por eles de Capitalismo Consciente está alicerçado em quatro princípios, a saber:

  1.  Propósito maior: ao atuarem segundo um propósito maior, as empresas vão além da simples geração/maximização do lucro e passam a criar um impacto positivo muito maior para todos os seus stakeholders. O propósito e os valores constituem o núcleo de uma empresa consciente.
  2. Integração de stakeholders: para os autores, stakeholders são todas as entidades que impactam ou são impactadas por uma organização, as quais são igualmente importantes e estão conectadas por um senso de propósito e valores compartilhados. Dessa forma, a relação entre esses atores deve ser pautada pela busca de soluções do tipo “ganha-ganha”, preservando a harmonia e a integração entre as partes.
  3. Liderança consciente: A concretização do Capitalismo Consciente requer a plena atuação de líderes conscientes, dotados de elevados níveis de inteligência analítica, emocional e espiritual, de forma que sejam capazes de refletir sobre o negócio e conduzi-lo de forma sofisticada e complexa.
  4. Cultura e gestão conscientes: Tanto a forma de gestão quanto a cultura organizacional são fatores fundamentais para a prática do Capitalismo Consciente, na medida em que devem garantir a força e a estabilidade necessárias para a preservação do propósito maior da empresa. Confiança, responsabilidade, transparência, integridade, igualitarismo, justiça, crescimento pessoal, amor e cuidado são algumas das características comuns de uma cultura consciente.

“As organizações florescem a partir do compromisso e da criatividade do ser humano.” (pág. 77)

A maior parte do livro destina-se a aprofundar cada um desses quatro princípios, citando, com frequência, algumas organizações que vivenciam essas distinções e, por isso, são consideradas pelos autores como exemplos de empresas conscientes.

Após apresentar os princípios do Capitalismo Consciente, bem como seus argumentos em prol desse modelo, os autores fazem uma exortação para que todos contribuam para a difusão desse novo paradigma, argumentando que a atual forma de se pensar os negócios e as organizações é insustentável em vários aspectos e que, portanto, precisa ser substituída por uma nova abordagem, capaz de produzir valor com ética e justiça.

“Um dia, praticamente todas as empresas irão funcionar com uma orientação para seus propósitos maiores, integrando os interesses de todas as partes interessadas, desenvolvendo e promovendo líderes conscientes e construindo uma cultura de confiança responsabilidade e cuidado.” (pág. 286)

Na minha opinião, trata-se de um obra bastante oportuna para o contexto atual da humanidade. Notadamente, enfrentamos uma crise em nossa forma de ser no mundo, a qual tem se manifestado de diversas maneiras e nas mais variadas áreas.

Particularmente, sou defensor do capitalismo por entender que trata-se de um modelo capaz de recompensar o esforço, a dedicação a criatividade de indivíduos e organizações, permitindo que todos tenham a chance de realizar seu potencial. Contudo, me parece claro que o atual paradigma capitalista está carregado de vícios e falhas éticas, que não só comprometem suas mais elevadas virtudes como o tornam causa de inaceitáveis injustiças. Dessa forma, faz-se necessário um redesenho desse modelo de maneira a que possamos retomar sua essência baseada na livre iniciativa, oferta de oportunidades e criação de valor partilhado e sustentável.

“Capitalismo Consciente” é uma obra que apresenta uma proposta de evolução para o modelo capitalista e propõe uma interessante reflexão sobre os propósitos e valores que balizam nossa forma de ser/atuar no mundo. Recomendo a leitura!

 

abraço,

 

Marcelo Mello

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Diplo – Módulo Multicultural en Chile

Hola,

escrevo este post aqui do Chile, onde tive a grata satisfação de participar do Módulo Multicultural do Diplomado Internacional em Logros Organizacionales – Diplo, em Viña del Mar (para mais informações sobre o Diplo no Brasil, clique aqui).

Anteriormente, já havia participado dos Módulos de Gestão Ontológica com Ivonne Hidalgo e de Desenho de Futuros com Elena Espinal, os quais foram, sem dúvida alguma, profundas experiências de aprendizagem e, agora, tive novamente o privilégio de estar junto a Ivonne e Elena, além de Fernando Sanz Ford, que irá conduzir o quarto e último módulo do Diplo, em Maio próximo, acerca do tema da Liderança.

Mas antes de falar um pouco sobre o evento, gostaria de compartilhar algo que me impressionou profundamente durante meu voo até Santiago: a travessia da Cordilheira dos Andes. Vislumbrar a magnitude e imponência daquele vasto conjunto de montanhas foi, sem dúvida alguma, uma experiência única e profundamente impactante, a qual veio reforçar um tema sobre o qual tenho refletido nos últimos meses: a necessidade de desenvolvermos níveis mais amplos de consciência a fim de construirmos uma relação sustentável com o nosso Planeta.

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Retomando ao Módulo Multicultural, confesso que estava bastante apreensivo com esta viagem ao Chile, em grande parte, creio, por se tratar de minha primeira viagem ao exterior, contudo, o acolhimento que recebi, acompanhado de um senso de pertencimento característico do ambiente do DIPLO rapidamente dissolveram todo e qualquer medo e imediatamente pude me conectar ao lugar do evento e às pessoas que vieram dos mais variados países da América Latina para participar desta fantástica experiência.

multicultural

Ao longo de uma semana, estudamos a instigante Teoria da Dinâmica Espiral, visitamos uma Vinícola que pratica a agricultura Bio Dinâmica, bem como um Porto Pesqueiro onde os pescadores estão aprendendo como formar uma organização efetiva e que traga melhorias para sua qualidade de vida. Tive o privilégio de estabelecer conversas muito significativas com diversas pessoas, de diferentes lugares e com distintas culturas, mas todas com belas e ricas histórias de vida.

Foram muitas as emoções, distinções e ações que tiveram lugar nos cinco dias de evento e, certamente, voltarei ao Brasil (depois de uma rápida visita a Santiago), muito diferente de como parti.

Agora penso que os desafios são aprofundar a compreensão acerca das distinções apresentadas e colocá-las em prática nos significativos desafios adaptativos que se apresentam cotidianamente em nossa caminhada.

Quero ainda registrar meu sincero e profundo agradecimento a todos que realizaram este módulo Multicultural, seja organizando, facilitando ou participando, por todo o cuidado e generosidade que caracterizou nossa convivência, e dizer que tenho convicção de que em breve estaremos aprendendo e celebrando juntos novamente.

Um especial agradecimento cabe a meu Mestre Gentil Lucena, Diretor do Labcon (Laboratório de Conversas), que o parceiro estratégico do Diplo no Brasil e tem sido o grande responsável pelas profundas transformações que tenho vivenciado ao longo dos últimos anos. Vale a pena conhecer o trabalho do Labcon!

 

abraço,

Marcelo Mello (preparando-me para retornar ao Brasil!)

Imagine organizações diferentes…

Caros amigos,

foi por meio do Twitter que tomei conhecimento do livro que se tornou minha mais nova leitura: Capitalismo Consciente de John Mackey e Raj Sisodia. Apesar de estar ainda nos primeiros capítulos desta obra, já pude perceber que se trata de um texto impactante, carregado de ideias instigantes e poderosas.

Capitalismo

Compartilho abaixo um trecho em especial que me marcou profundamente. Trata-se de um convite, ou melhor, um verdadeiro chamado para que repensemos a maneira como concebemos e conduzimos nossas organizações, a fim de que elas venham a exercer seu verdadeiro potencial em prol da humanidade:

Imagine…

Imagine uma empresa nascida do sonho de como o mundo poderia e deveria ser. Seus fundadores estão ávidos por criar algo com relevância, ressonância e permanência – um negócio que vai sobreviver a eles, entregando valor real de múltiplas maneiras a todos que puder alcançar. Eles querem construir um negócio do qual seus pais e filhos se orgulharão, que aspire muito mais do que ganhar dinheiro, que contribua para melhorar a saúde e o bem-estar da sociedade. Eles sonham com a consolidação de um negócio que, por sua simples existência, enriqueça o mundo e proporcione alegria, satisfação e senso de significado para todos os que estão à sua volta.

Imagine um negócio construído sobre o amor e o cuidado (e não sobre o estresse e o medo), tocado por uma equipe cujos membros são apaixonados e comprometidos com o trabalho e cuja rotina transcorra em clima de intensidade focada, colaboração e camaradagem. Em vez de esgotados e tensos, esses trabalhadores se encontram no final do dia reenergizados com a inspiração e o compromisso que os atraiu para o negócio desde o início – a oportunidade de se sentir como parte de algo maior do que eles mesmos, de fazer a diferença, de agregar um propósito à forma como se ganha a vida.

Pense em uma empresa que se preocupa profundamente com o bem-estar de seus clientes, encarando-os não como consumidores, mas como seres humanos de carne e osso a quem tem o privilégio de servir. Isso significaria não mais enganar, maltratar ou ignorar seus clientes, mas, sim, dedicar a eles o cuidado que qualquer pessoa daria a seus entes queridos. A equipe da empresa, assim, experimentaria a alegria de servir, de enriquecer a vida dos outros.

Visualize um negócio que envolva também as pessoas de fora da empresa, inserindo-as de verdade no círculo íntimo de relacionamento e tratando-as com o mesmo amor e o mesmo cuidado dispensado aos clientes e à equipe. Imagine uma empresa comprometida com os valores da cidadania em todas as comunidades em que atua, elevando e contribuindo de várias maneiras para o aperfeiçoamento da vida cívica. Imagine uma empresa que vê seus concorrentes não como inimigos a ser derrotados, mas como professores com quem se pode aprender muito e companheiros de viagem na jornada rumo à excelência. Projete um negócio realmente preocupado com o planeta e com todos os seres sencientes que nele habitam – uma empresa que celebre as glórias da natureza, que vá além do carbono neutro para tornar-se uma força de cura capaz de devolver a vitalidade sustentada à ecosfera.

Imagine um empresa extremamente cuidadosa com as pessoas que contrata, uma companhia na qual todos desejam entrar e ninguém quer sair. Imagine um negócio com pouquíssimos gerentes, que não precisam olhar por cima dos ombros das pessoas para se certificar de que estão trabalhando ou sabem o que fazer. Um negócio autogerido, automotivado, auto-organizado e autocurável, como qualquer ser senciente evoluído.

Enxergue dentro de sua mente um negócio que escolha e promova líderes pela sabedoria, pela capacidade de amar e cuidar de seus comandados, por orientar e inspirar as pessoas, e não por iludi-las ou puni-las. Esses líderes têm um vivo entusiasmo pela equipe e pelo propósito do negócio, importando-se menos com poder ou enriquecimento pessoal.

Imagine uma empresa na qual existia um ciclo virtuoso de criação multifacetada de valor, gerando impacto social, intelectual, emocional, espiritual, cultural e físico, além de riqueza ecológica e bem-estar para todos, ao mesmo tempo em que obtém resultados superiores ano após ano, década após década. Pense em uma empresa que, embora reconheça a limitação dos recursos do planeta, saiba que a criatividade humana é ilimitada, promovendo continuamente condições para as pessoas explorarem seu extraordinário, quase milagroso, potencial.

Bem-vindo ao novo mundo heroico do capitalismo consciente.

Acredito plenamente que este novo paradigma de empresa tão brilhantemente descrito pelos autores não se constitui em uma utopia delirante, como pode parecer a alguns, mas sim representa um caminho viável e absolutamente necessário para que nossa sociedade supere os desvios e mazelas causados pela deturpação do modelo capitalista.

Grande abraço,

Marcelo Mello

Não basta apenas sonhar, é preciso agir!

Caríssimos,

lendo o livro Gestión Ontológica de Ivonne Hidalgo e revisando os materiais do módulo de Gestão da Ação Executiva (parte do Programa do DIPLODiplomado Internacional para Logros Organizacionales), do qual tive o privilégio de participar há algumas semanas e sobre o qual escreverei mais detalhadamente aqui em breve, me deparei com um belíssimo poema do escritor e pensador alemão Johann Wolfgang von Goethe:

“Até que estejamos comprometidos, há vacilação,

a possibilidade de retrocesso e a inefetividade.

Com relação a todos os atos de iniciativa e criação

há uma verdade elementar,

cuja ignorância mata incontáveis ideias

e planos esplêndidos: que no momento em que nos

comprometemos definitivamente,

a Providência também dá um passo.

Todo tipo de coisas ocorre para nos ajudar,

que de outra maneira jamais teriam ocorrido.

Uma corrente de eventos, surgidos a partir de nossa decisão,

gera a nosso favor todo o tipo de incidentes

e encontros imprevistos,

e assistência material que nenhum homem jamais poderia ter

sonhado que viria em sua ajuda.

Aquilo que podes fazer, ou sonhas que podes fazer,

COMEÇA!

A audácia tem gênio, poder e magia.

Começa agora!

Meus amigos, penso que a mensagem de Goethe nos convoca a irmos além das expectativas, desejos, sonhos e planos, partindo efetivamente para a ação, seja ela individual ou (provavelmente) coletiva, de forma a construirmos a realidade que almejamos.

Comecemos pois, AGORA, não amanhã ou em “qualquer dia desses”, mas AGORA, a construirmos o futuro que, sentimos, anseia por emergir, e deixemo-nos brindar pelos encontros e sincronicidades que a Providência nos conceder.

Grande abraço,

Marcelo Mello

Resenha do livro “Source: The Inner Path of Knowledge Creation” de Joseph Jaworski

Caros amigos,

A ideia deste post é compartilhar com vocês uma breve resenha do livro “Source: The inner path of knowledge creation”, bem como algumas reflexões pessoais sobre esta instigante obra.

Desde que soube que Joseph Jaworski iria lançar um novo livro, fiquei bastante ansioso para saber o que este brilhante autor, que já havia nos brindado com valiosas distinções e insights poderosos em sua obra anterior (“Sincronicidade”, cuja resenha publiquei neste blog – clique aqui para ler), teria a nos dizer agora.

Tão logo o livro foi lançado, adquiri uma cópia em formato eletrônico (ebook) e mergulhei em uma experiência que realmente desafiou significativamente meus paradigmas.

Source

“Source” não é, seguramente, uma obra que possa ser assimilada ou aceita com facilidade, e me arrisco a afirmar que sua compreensão, mesmo que parcial, requer um conjunto prévio de distinções que está longe de ser trivial. Ainda assim, mesmo para aqueles que eventualmente possuam tais distinções, as ideias propostas por Jaworski provavelmente irão a causar algum nível de estranheza e dúvida.

O livro, a exemplo do que já havia ocorrido com sua obra anterior, é escrito basicamente na forma de relatos acerca de experiências vivenciadas pelo autor ao longo de sua vida, desta feita, em uma jornada pessoal que tinha por objetivo responder a duas questões fundamentais: i) Qual a fonte de nossa capacidade para acessar o conhecimento de que necessitamos para agir em um dado momento? ii) Como podemos aprender a ativar tal capacidade, tanto individual quanto coletivamente?

O texto de Jaworski pode parecer, a primeira vista, um tanto o quanto místico e, de fato, a dimensão espiritual se faz presente nas ideias expostas pelo autor. Porém, os conceitos que suportam tais ideias são oriundos de trabalhos de grandes pesquisadores e estudiosos, sobretudo do renomado físico David Bohm, autor de livros como “On Dialogue” e “Wholeness and the Implicate Order”, entre vários outros.

O trabalho de Bohm está fundamentado, entre outras ideias, na premissa de que a base ou essência do Cosmos não é composta de partículas elementares, mas trata-se de puro processo, um fluído movimento do todo, ou seja, Bohm tinha plena convicção de que o Universo todo está intrinsecamente conectado. Para ele, os seres humanos possuem uma capacidade nata para a inteligência coletiva, podendo aprender e pensar juntos e assim coordenar ações de forma efetiva para a modelar o futuro.

Jaworki discorre sobre suas reflexões e descobertas a partir das conversas que manteve com o próprio Bohn, bem como com diversos outros cientistas e estudiosos que trabalharam com ele ou que formam de alguma forma influenciados por suas ideias.

Como resultado de sua longa e profunda jornada, Jaworski formulou quatro princípios que endereçam as questões fundamentais por ele apresentadas, a saber:

1. O universo possui uma característica aberta e emergente;

2. O universo é um todo indivisível; tanto o mundo material quanto a consciência fazem parte de um todo indivisível;

3. Existe uma Fonte criativa de infinito potencial no universo;

4. Os seres humanos podem aprender a criar a partir do infinito potencial da Fonte, desde que decidam seguir um disciplinado caminho rumo à auto-realização e ao amor, esta que é a mais poderosa energia no universo.

Não tenho aqui a pretensão de abordar todas as ideias e conceitos presentes neste livro, até mesmo porque, tenho que confessar, minha compreensão sobre vários deles ainda é parcial e limitada. Contudo, não tenho receio em afirmar que se trata de uma obra revolucionária e que se propõe a desbravar um território pouquíssimo explorado no campo da liderança e da ação humana.

Grande abraço,

Marcelo Mello

Caracterizando a liderança VI – Peter Senge e a construção coletiva do futuro

Amigos,

compartilho hoje com vocês um vídeo no qual Peter Senge reforça sua visão sobre a Liderança, visão essa que já compartilhei aqui em um post anterior (clique aqui para ler).

Senge destaca dois aspectos inerentes à Liderança: sua natureza coletiva e sua capacidade de moldar o futuro.

atualização (24/03/2014): o vídeo não está mais disponível no Youtube. Para assistí-lo, acesse o link http://www.wobi.com/wbftv/peter-senge-my-definition-leadership (é necessário se cadastrar)

Grande abraço,

Marcelo Mello

Por que é tão importante aprender (constantemente)?

Caros amigos,

compartilho convosco uma possível (e significativa) resposta para a questão acima:

“O século XXI está se caracterizando por promover mudanças cada vez mais rápidas em todos os domínios da vida humana. É assim que o futuro nos aguarda. Tanto indivíduos como organizações se veem cercados pela constante ameaça do descompasso entre o que se sabe e o que se requer saber. Essa ameaça põe em risco a viabilidade dos empreendimentos humanos. Nossas competências tornam-se obsoletas muito rapidamente. A efetividade de nossas ações se vê comprometida. Aquilo que antes resultava em garantia de êxito perde seu poder e converte-se em condição de fracasso. Os acertos do passado se desgastam e são rapidamente imitados por todos. Isso nos leva a perder nossas antigas vantagens competitivas. O surgimento de práticas e produtos mais eficazes muitas vezes é mais rápido que nossa capacidade de absorção.

A resposta a esse desafio chama-se aprendizagem.”

(extraído do livro Coaching Ontológico – A doutrina fundamental, de Homero Reis)

Entendo que não poderiam ser mais acertadas as palavras do grande Alvin Toffler, ao afirmar que “os analfabetos do século XXI não serão os que não souberem ler ou escrever, mas os que não souberem aprender, desaprender e reaprender.”

Grande abraço,

Marcelo Mello