House

Caros amigos,

Ontem comemorei meu 34. aniversário e um dos presentes que recebi de minha amada esposa foi um box com todas as oito temporadas do seriado House.

House

Sou super fã desta que considero a melhor série dramática já produzida, e nem preciso dizer que fiquei extremamente feliz com o presente. Na minha opinião, o que fez com que House se tornasse um sucesso de crítica e audiência foi a complexidade e a profundidade de seu personagem principal, brilhantemente interpretado pelo ator britânico Hugh Laurie.

Vou assistir novamente (com o maior prazer) todos os 176 episódios desta fantástica série, relembrando e me divertindo com as ideias, conflitos e dilemas do médico mais controverso da TV.

Abraço,

Marcelo Mello

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Ser humano – Experimentando o fenômeno na organização chamada família

Caros amigos,

passei o último fim de semana no Paraná, onde comemoramos o aniversário de minha esposa. Como de costume, reunimos nossas famílias em momentos de profunda alegria e júbilo que seguramente ficarão para sempre gravados em minha memória. Durante a viagem de volta a Brasília, refletindo sobre toda a felicidade que experimentamos ao longo de nossa estada junto aos nossos familiares, lembrei-me da pergunta basilar da disciplina de GRO – Gestão de Relacionamentos nas Organizações, a qual nos questiona de forma bem incisiva: “O que é ser humano nas organizações?”

Depois de ter participado da viagem de GRO, tenho plena convicção de que as organizações mencionadas na questão acima não se restringem apenas às empresas ou instituições sociais das quais fazemos parte, mas também incluem nossa família, que podemos considerar como a primeira organização da qual temos a oportunidade de participar.

juntos

Seguindo em minha reflexão e à luz dos maravilhosos momentos que vivenciamos em nossa viagem, penso que uma possível resposta para a questão base de GRO seja a seguinte: ser humano nas organizações é celebrar o encontro com outros seres humanos, é aproveitar a oportunidade de estarmos juntos para compartilharmos ideias, emoções e experiências. É enxergar o outro como um ser humano tão legítimo e merecedor de respeito quanto eu e dedicar a ele nossas melhores ações e toda a nossa solicitude. Ser humano, seja na organização familiar, profissional ou de qualquer outra natureza, é colaborar de forma intensa e sincera na construção do futuro que todos desejam ver acontecer, mas é, sobretudo, reconhecer que somos um constante “vir a ser”, um processo e não um produto acabado, e que por isso, a cada dia, temos a oportunidade de questionarmos nossas crenças e pressupostos e nos tornarmos mais e mais HUMANOS.

um grande e fraternal abraço,

Marcelo Mello

BRASÍLIA: uma festa de aniversário que é a cara desse país

Amigos,

Ontem, 21/04/2009,  foi aniversário de Brasília e confesso que por várias vezes ao longo do dia me vi pensando em escrever um post sobre esta cidade que completou 49 anos se destacando cada vez mais como um ícone da desigualdade social e da hipocrisia política que assola o Brasil. Meu desejo de expressar minhas polêmicas opiniões acerca da capital federal cresceu ainda mais quando assisti, em um canal de TV local, a uma reportagem sobre como Brasília já está se preparando para ser uma das cidades sede da Copa do Mundo de 2014, com direito a “tour virtual” no novo Estádio Mané Guarrincha (obra na qual o Governo do Distrito Federal pretende gastar 500 milhões de reais), além de um belíssimo vídeo com música instrumental de fundo e imagens do pôr-do-sol no lago Paranoá. Belíssimas imagens, mas pensei eu: “Por que será que não fazem parte desse lindo vídeo as imagens do Varjão ou da cidade Estrutural, onde a pobreza e a carência de infra-estrutura lembram muito os mais pobres países africanos? Por que não se incluiu também algumas imagens da cidade satélite da Ceilândia, onde os índices de violência estão entre os mais altos do país? E por que não havia uma imagem sequer dos velhos e crianças que dividem os espaços entre os carros em cada semáfaro do DF, esmolando ou vendendo balas para sobreviver? Por que também não foram inclusas imagens dos vários e recentes acidentes, alguns dos quais com vítimas fatais, causados pelos ônibus que fazem parte do precário transporte público de Brasília? Enfim, senti falta de várias imagens naquele tocante vídeo sobre como Brasília tem tudo para receber uma Copa do Mundo, mas me contive e não escrevi sobre isso ontem pois pensei, “Marcelo, você está sendo estraga prazeres. As pessoas estão querendo comemorar e hoje não é dia de falar sobre essas mazelas”. E, dessa forma, apesar de toda minha contrariedade, me resignei e não escrevi.

Mas eis que hoje, me deparo com diversos comentários e reportagens que dão conta do saldo da “Grande Festa Popular” montada pelo GDF: 1 morto e 27 feridos, além de um sem número de roubos e algumas belas demonstrações do “preparo” da polícia, a quem cabe garantir a segurança e o bem estar da população. Depois de ver tudo isso, não pude mais resistir, e tive que utilizar este espaço para compartilhar minha opinião sobre esta “ilha da fantasia” chamada Brasília, sede da corrupção e símbolo da incompetência que reina na administração pública.

A violência vivida na Festa de aniversário da cidade não é diferente daquela que, há muito, aterroriza o dia a dia dos milhões de cidadãos que vivem nas cidades satélites e no chamado Entorno de Brasília. Para essas pessoas, a pobreza e a ausência de recursos básicos é uma realidade que toma contornos ainda mais cruéis quando é comparada com riqueza e a ostentação exibidas no Plano Piloto. Por causa desse terrível contraste, um colega de trabalho costuma brincar, chamando o Plano Piloto de “Beverly Hills”, ou seja, um lugar diferente da realidade de miséria e violência que caracteriza o Brasil. O problema é que, graças à nossa imensa vocação para produzir e eleger políticos inescrupulosos, a miséria e, por conseguinte, a violência só fazem crescer e a bolha criada em torno do Plano Piloto já não mais está conseguindo manter longe da vista tudo aquilo que os marketeiros deixaram de fora do vídeo promocional sobre Brasília. Ao contrário daquele filme, a desigualdade social é real, assim como todas as suas nefastas consequências, as quais,  me parece,  deixam uma pergunta pulsando para todos nós, cidadãos brasileiros, moradores de Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo, Manaus, enfim, de todos os cantos desse belo, mas sofrido Brasil: será correto que um país que não consegue garantir aos seus cidadãos mínimas condições de saúde e segurança, nem tampouco um nível básico de qualidade em sua educação, gastar “rios” de dinheiro na organização de um evento internacional tão importante e caro como uma Copa do Mundo?

Eu já tenho minha resposta, e você, o que pensa sobre isso?

abraço,

Marcelo Mello

E que venha 2009

Olá pessoal,

meu último post foi no Natal, data que, a propósito, passei com minha família no Paraná. Desde então muitas coisas aconteceram:

1) As férias terminaram e eu voltei para Brasília;
2) Eu me mudei para um novo apartamento (meu primeiro imóvel);
3) 2008 terminou;
4) 2009 começou (e eu trabalhei já no dia 01/01/2009);
5) eu completei 30 anos (no dia 07/01/1979);
6) eu terminei de ler o ensaio sobre a cegueira e assisti ao filme de Fernando Meireles (mas isto merece um post a parte);

Bem, passadas as festas chegou a hora de retomar as atividades e este ano que se inicia promete ser bastante intenso (assim como foi o que acabou de terminar). Que venha 2009 e todas as surpresas que ele nos reserva!!!

abraço,

Marcelo Mello