La cima del cielo (Ricardo Montaner)

Olá queridos leitores,

 

hoje tive a imensa alegria de reencontrar, mesmo que virtualmente, minha mestra Ivonne Hidalgo, que ministrou um palestra emocionante, desde sua casa na Venezuela, para o Desafio Coaching 30 dias. E como não poderia faltar, ela cantou duas belas canções latino americanas, uma das quais eu compartilho com vocês: La cima del cielo.

 

 

Te extraño Ivonne!!!

 

Abraço,

Marcelo Mello

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As emoções

Caros amigos,

segundo a Ontologia da Linguagem, o ser humano é constituído por três pilares fundamentais, os quais estão em constante busca por coerência entre si: A linguagem, o corpo e as emoções.

A linguagem, para além de seu caráter descritivo, possui uma capacidade geradora, capaz de criar novas realidades e, desta forma, nos possibilita a construção de novos mundos e do nosso próprio ser, a partir do nosso fazer/agir.

Nosso corpo, por sua vez, também reflete quem somos, nossa história, feridas, experiências e modelos mentais. Nosso corpo expressa de maneira clara e natural o significado que atribuímos a cada situação que vivenciamos, cada conversa em que tomamos parte e cada pensamento que nos toma.

Por fim, o domínio da emocionalidade está presente em toda a ação humana, da mais simples à mais complexa. Somos constantemente arrebatados pelas mais variadas emoções, mesmo que algumas delas não sejam tão claramente reconhecíveis.

O grande mestre Humberto Maturana afirma que as emoções são predisposições para a ação e, neste sentido, aquilo que sentimos influi diretamente em nosso modo de agir. Por outro lado, nossos sentimentos também são resultado de nossas ações e, dessa forma, temos um vínculo bastante estreito entre ação e emoção.

A busca pela coerência é a principal característica integradora dos três domínios constitutivos do ser humano: Linguagem, Corpo e Emoção. O que quer que ocorra em um destes domínios, seguramente afetará dos demais. Neste sentido é que Rafael Echeverria argumenta ser razoável esperar que transformações produzidas em um determinado domínio se traduzam em modificações nos demais, a fim de se resguardar a coerência entre eles.

Outro aspecto muito importante acerca das emoções é que nós não temos a capacidade de escolher sentir ou não determinada emocionalidade, contudo, podemos sim escolher como iremos agir diante de uma determinada emoção que me invade. Leonardo Wolk nos lembra que “ao assumir a responsabilidade diante das nossas emoções, também estamos responsabilizando-nos perante o mundo.”

Gostaria de encerrar este post compartilhando um singelo, porém profundo, conto sobre as emoções, retirado do livro “Coaching, a arte de soprar brasas” de Leonardo Wolk:

As emoções

Contam que uma vez se reuniram todos os sentimentos e qualidades do ser humano.

Quando o tédio já tinha bocejado pela terceira vez, a loucura, como sempre tão louca, lhe propôs: vamos brincar de esconde-esconde?

A intriga levantou a sobrancelha intrigada e a curiosidade, sem poder se conter, perguntou:

-De esconde-esconde… e como é isso?

– É uma brincadeira – explicou a loucura – na qual eu tapo o rosto e começo a contar até um milhão enquanto vocês se escondem. E assim que eu tenha terminado de contar, o primeiro de vocês que encontre irá ocupar meu lugar para continuar a brincadeira.

O entusiasmo dançou acompanhado pela euforia, a alegria deu tantos saltos que acabou por convencer a dúvida incluindo a apatia, a quem nunca interessava nada.

Mas nem todos quiseram participar… a verdade preferiu não se esconder; para quê? Se no final ela sempre era dita, e a soberba achou que era um jogo muito bobo (mas no fundo o que a incomodava era que a ideia não tivesse sido dela) e a covardia preferiu não se arriscar…

– Um, dois, três… – a loucura começou a contar.

A primeira a se esconder foi a preguiça, que, como sempre, deixou-se cair atrás da primeira pedra do caminho. A fé subiu aos céus e a inveja se escondeu por trás da sombra do triunfo, que com seu próprio esforço havia conseguido subir na copa da árvore mais alta. A generosidade quase não conseguia se esconder, cada lugar que via lhe parecia maravilhoso para algum de seus amigos…

– O quê? Um lago cristalino? Ideal para a beleza.

O quê? A fenda de uma árvore? Perfeito para a timidez.

O quê? O voo de uma mariposa? Ideal para a voluptuosidade.

O quê? A rajada do vento? Magnífico para a liberdade.

E assim a generosidade terminou por se esconder em um raiozinho de sol.

O egoísmo, ao contrário, encontrou um lugar muito bom desde o início, cômodo, ventilado… mas só para ele. A mentira se escondeu no fundo dos oceanos (mentira, na verdade se escondeu atrás do arco-íris) e a paixão e o desejo no centro dos vulcões.

O esquecimento… eu esqueci onde se escondeu… mas isso não é importante.

Quando a loucura contava 999.999, o amor ainda não tinha encontrado um lugar para se esconder, pois todos os lugares se encontravam ocupados, até que avistou um roseiral… e enternecido decidiu esconder-se em suas flores.

Um milhão! – contou a loucura, e começou a procurar. A primeira a aparecer foi a preguiça, a apenas três passos de uma pedra.

Depois, escutou-se a fé discutindo com Deus nos céus sobre zoologia…

A paixão e o desejo foram sentidos pelo vibrar dos vulcões. Em um descuido, encontrou a inveja e, claro, pôde deduzir onde estava o triunfo.

Nem teve de procurar o egoísmo. Ele mesmo saiu em disparando de seu esconderijo, que no final acabou por ser um ninho de vespas.

De tanto caminhar, sentiu sede e, ao se aproximar do lago, descobriu a beleza.

Com a dúvida, acabou sendo mais fácil ainda, porque a encontrou sentada sobre um cerca sem conseguir decidir de que lado se esconderia.

Assim foi encontrando todos. O talento entre a relva fresca, a angústia em uma caverna escura, a mentira atrás do arco-íris (mentira, ela estava mesmo no fundo do oceano)… e o esquecimento… que já havia esquecido que estavam brincando de esconde-esconde.

Mas o amor não aparecia em lugar nenhum.

A loucura procurou atrás de cada árvore, debaixo de cada pedregulho do planeta, em cima das montanhas… e, quando estava se dando por vencida, avistou um roseiral e as rosas… pegou um forquilha e começou a mexer nos ramos, quando de repente se escutou um grito doloroso.

Os espinhos haviam ferido os olhos do amor; a loucura não sabia o que fazer para se desculpar. Chorou, pediu, rogou, implorou perdão e, como castigo, prometeu até ser seu guia.

Conta a lenda que desde então, desde que pela primeira vez se brincou de esconde-esconde na terra, o amor é cego… e a loucura sempre o acompanha.

um grande a fraternal abraço,

Marcelo Mello

Por que é tão importante aprender (constantemente)?

Caros amigos,

compartilho convosco uma possível (e significativa) resposta para a questão acima:

“O século XXI está se caracterizando por promover mudanças cada vez mais rápidas em todos os domínios da vida humana. É assim que o futuro nos aguarda. Tanto indivíduos como organizações se veem cercados pela constante ameaça do descompasso entre o que se sabe e o que se requer saber. Essa ameaça põe em risco a viabilidade dos empreendimentos humanos. Nossas competências tornam-se obsoletas muito rapidamente. A efetividade de nossas ações se vê comprometida. Aquilo que antes resultava em garantia de êxito perde seu poder e converte-se em condição de fracasso. Os acertos do passado se desgastam e são rapidamente imitados por todos. Isso nos leva a perder nossas antigas vantagens competitivas. O surgimento de práticas e produtos mais eficazes muitas vezes é mais rápido que nossa capacidade de absorção.

A resposta a esse desafio chama-se aprendizagem.”

(extraído do livro Coaching Ontológico – A doutrina fundamental, de Homero Reis)

Entendo que não poderiam ser mais acertadas as palavras do grande Alvin Toffler, ao afirmar que “os analfabetos do século XXI não serão os que não souberem ler ou escrever, mas os que não souberem aprender, desaprender e reaprender.”

Grande abraço,

Marcelo Mello

Coaching – Vivendo um processo de profunda transformação

Caros amigos,

na última semana conclui um processo de Coaching iniciado há alguns meses por sugestão de meu amigo e orientador, o Prof. Dr. Gentil Lucena. Foi um intenso e transformador caminho de auto-conhecimento e de exploração de um vasto repertório de distinções tremendamente úteis em todas as esferas de minha vida. Ao final de nossas sessões minha Coach me pediu que escrevesse um relato sobre minha percepção do que se passou ao longo de nossa jornada. Quero compartilhar com vocês minha tentativa de passar para o papel pelo menos uma pequena parte do que experimentei ao longo das poderosas conversas e reflexões realizadas:

Cara Margarita, quando você me pediu que escrevesse um relato de minha percepção acerca da influência de nossas sessões de coaching sobre o observador que sou eu, comecei a refletir sobre o que dizer, a que fatos me ater e a quais transformações dedicar mais atenção. Isto porque meu juízo é de que foram vários os aspectos impactados por nossas agradáveis conversas. Lembro-me de nosso encontro preliminar, ocorrido na biblioteca da UCB, no qual eu comecei a mostrar-me como um observador tenso, preocupado, “pesado”, preso a conceitos e “verdades” que limitavam profundamente minhas possibilidades de ação. Já naquela conversa, eu me lembro, você iniciou uma exploração mais profunda de minhas inquietudes e me convidou a iniciar uma jornada de reflexão e descobertas sobre mim mesmo.

Como comentei contigo, já nas primeiras sessões muitas coisas me parecem ter sido rapidamente reposicionadas, abrindo-me novas e interessantes possibilidades de ação, tais como o trancamento do mestrado e a adoção de uma postura diferente no trabalho. Outros pontos foram sendo trabalhados mais gradualmente, como por exemplo: como tratar minhas expectativas ou como aprimorar minha disciplina. E ainda restou pelo menos uma questão sobre a qual não foi possível mergulhar de forma mais profunda devido ao tempo de que dispúnhamos, que é a minha relação conflituosa com Brasília. Mas hoje sinto que, mesmo que não tenhamos dedicado mais tempo para essa questão, ela acabou sendo indiretamente aprimorada como reflexo de todas as outras questões que abordamos. O que quero dizer é que entendo que minha relação com Brasília é hoje bem menos conflituosa do que era há alguns meses, e também credito isso às mudanças que o coaching fomentou no observador que eu sou. Talvez Brasília nunca venha a ser minha “amada amante”, mas creio ser possível estabelecer com ela uma relação respeitosa, pelo menos um “cessar fogo”.

Neste momento em que completamos nossas 10 sessões, sinto-me bastante seguro para afirmar que a contratação do Coaching foi, sem dúvida alguma, a melhor decisão que já tomei nos últimos tempos. Hoje sou uma pessoal mais segura, mais inteira e, sem dúvida, mais humana. Creio que hoje sou capaz de me entender um pouco melhor e, com isso, amplio também a minha capacidade de entender e acolher as pessoas a minha volta. Tenho evidências de que isso está ocorrendo no meu trabalho e na minha família, ambientes nos quais passo a maior parte do meu tempo.

Em algum momento de nosso percurso, lembro-me que te disse que gostaria de ser um ser humano melhor, mais solícito para com os outros. Bem, entendo que estou avançando nesta direção e os resultados disso são fantásticos. Sinto-me mais conectado com as pessoas com as quais interajo e vejo o quão mais efetivo e mais leve este tipo de conexão me torna.

Cabe salientar que todas essas transformações estão me direcionando a produzir um trabalho de pesquisa focado na dimensão emocional das pessoas no contexto de nossas organizações. Vejo nesse fato uma clara evidência de como o processo de Coaching foi fundamental para revelar as inquietudes mais profundas que habitam meu Ser, mas que estavam sufocadas e escondidas debaixo de algumas “armaduras” adquiridas ao longo dos anos. Hoje vejo com clareza que não criamos rotinas defensivas apenas em nossas organizações, as criamos em todos os contextos de nossas vidas e, quando não nos damos conta disso, colocamos em risco tudo aquilo que nos é mais valioso.

Por fim, só me resta agradecer a você e ao prof. Gentil, por todo apoio que me deram, e continuam me dando em minha trajetória, não só no Mestrado, mas na vida como um todo. O impacto das transformações que vocês estão ajudando a realizar não se restringem somente a mim, mas se estendem a todos aqueles que fazem parte de minha rede de relações e aos que fazem parte das redes dos que se relacionam comigo, e assim sucessivamente. Creio que esse é um excelente caminho para construirmos um mundo melhor, mas humano e mais rico em TERNURA.


MUITO OBRIGADO!!!