Acabou!!!

Caríssimos,

é isso mesmo, depois de muito esforço, ACABOU! Nesta semana eu entreguei os volumes finais da minha dissertação na UCB. Foram três anos de muito trabalho, descobertas e, sobretudo, de profundo aprendizado.

Ao longo dessa trajetória, eu contei com a colaboração de muitas pessoas, as quais, direta ou indiretamente ajudaram a delinear o caminho percorrido e os resultados alcançados. A todas essas pessoas eu reitero minha mais sincera gratidão!

E como não poderia deixar de ser, compartilho aqui o meu trabalho, cujo título é “Conversando e Liderando: um estudo sobre a relação entre Competências Conversacionais e a Liderança Compartilhada”. Espero que a minha pesquisa possa ser, de alguma forma, útil a vocês que me dão a honra de sua atenção neste espaço de construção colaborativa de conhecimento.

Dissertação Marcelo Monteiro de Mello – Versão final

Aguardo ansiosamente por seus comentários e pelas inúmeras conversas que podemos manter aqui.

Abraço,

Marcelo Mello

Anúncios

Metamanagement – Resolução de conflitos

Caríssimos,

em minha dissertação estou realizando uma ampla revisão bibliográfica sobre a relação entre a Liderança Compartilhada e as Competências conversacionais. Uma dessas competências é a resolução de conflitos.

Kofman (2002, v.2, p.139) afirma que “ser humano implica ter conflitos” e que assim é porque “não conseguimos escapar de nossas necessidades, medos, egoísmos e aborrecimentos.” Ainda segundo esse autor, cuja obra é um dos pilares do meu trabalho, “é impossível escolher se teremos ou não conflitos; só podemos escolher como responder aos conflitos.”

Sobre essa interessante e fundamental competência conversacional, compartilho ainda este belo trecho de autoria de Clark Moustakas, também extraído do livro Metamanagent de Fredy Kofman:

“Em toda disputa criativa, as pessoas que participam estão conscientes da total legitimidade do outro. Nenhuma delas perde de vista o fato de que estão buscando expressar a verdade, tal como a vêem. De modo algum isso apequena as pessoas. Tal confrontação, numa atmosfera saudável de amor e vínculo genuíno, permite que cada indivíduo mantenha um senso digno de si mesmo, cresça autenticamente por meio de uma comunicação real com os outros e descubra o valor da simplicidade direta nas relações.

Clark Moustakas, extraído do livro

Metamanagement de Fredy Kofman.

 

grande abraço,

 

Marcelo Mello (diretamente do Paraná)

Caracterizando a liderança I – Sincronicidade

Caríssimos,

durante meu exame de qualificação no Mestrado uma das questões que emergiu nas conversações de feedback foi: “por que precisamos tanto de Liderança?”

Creio que um caminho para tentar responder a essa instigante questão seja buscar compreender mais profundamente o que vem a ser a liderança, sobretudo no contexto atual. Sendo assim, decidi registrar e compartilhar aqui, neste espaço de criação de conhecimento, as caracterizações que estou encontrando ao longo de minhas leituras para o que vem a ser essa tal Liderança.

Segue abaixo a caracterização de Joseph Jaworski, fundador do American Leadership Forum e autor do livro Sincronicidade, do qual extrai o seguinte contribuição:

“Liderança é a liberação de todas as possibilidades humanas. Um dos requisitos principais para a boa liderança é a capacidade de inspirar as pessoas no grupo: movê-las, encorajá-las e colocá-las em atividade, depois ajudá-las a continuar centradas, focalizadas e operando com capacidade plena. Um elemento-chave dessa capacidade de inspirar é comunicar às pessoas que você acredita que elas fazem a diferença, que você sabe que elas possuem algo importante para dar. A confiança que você demonstra nos outros vai, até certo ponto, determinar a confiança que eles demonstram em si mesmos.”

Amigos, e vocês, o que pensam acerca deste fascinante tema chamado Liderança? Vamos juntos, compartilhar ideias e criar conhecimento.

abraço,

Marcelo Mello

Do que são feitos os líderes?

Caros amigos,

continuo firme e forte em minha batalha para escrever minha dissertação e lhes afirmo que não tem sido nada fácil. Mas para além de meus conflitos e dificuldades pessoais, essa batalha tem me propiciado uma série de preciosas descobertas e fantásticos insights na vasta e intrigante seara da liderança. E é justamente uma dessas preciosidades que venho hoje compartilhar com vocês:

“No grande debate entre o determinismo hereditário e o determinismo ambiental, não sobra muito espaço para a autodeterminação. Em certo sentido, ambas as escolas justificam o ato de afastar do indivíduo a responsabilidade pelo comportamento, uma nova variação da antiga rotina de Flip Wilson: ‘O diabo me obrigou a fazer isso!’

A verdade é que somos produtos de tudo – dos genes, do ambiente, da família, dos amigos, dos ventos tropicais, dos terremotos, das manchas solares, da escola, dos acidentes, dos acasos felizes, de tudo que somos capazes de pensar, e mais ainda. O debate interminável entre a natureza e a cultura é interessante, e às vezes até revelador, mas inconclusivo. Como todo mundo, os líderes são produto desse grande caldo que mistura química e circunstâncias. O que distingue o líder de todo mundo é que ele pega tudo isso e cria um eu novo, único.”

Extraído do livro “A essência do líder”, clássico do autor Warren Bennis

Assim como Warren Bennis, eu também acredito que os líderes são constituídos por uma complexa mistura de fatores que vão muito além das tradicionais teorias dos traços ou dos comportamentos, ou mesmo das “receitas de bolo” largamente comercializadas na forma de livros e seminários para fabricação de líderes.

Penso que os verdadeiros líderes são aqueles que, primeiramente, assumem o protagonismo de suas vidas e buscam incessantemente aprender, aprender e aprender. São aqueles que forjam seu caráter na dureza das decisões difíceis e que preservam seus valores, mesmo quando o mundo faz de tudo para deturpá-los.

A lista de características e competências dos líderes do século XXI é imensa e pode variar bastante entre os estudiosos do tema, mas uma coisa é certa: precisamos muito de líderes, de verdadeiros líderes, que exerçam essa função não em benefício próprio, mas buscando se conectar à outras pessoas e compartilhar com elas o exercício da liderança.

grande abraço,

Marcelo Mello

As conversas e a nova economia

Caríssimos,

dando sequência a meus estudos para confecção de minha dissertação, me deparei com uma frase de Alan Webber que caracteriza muito bem o fundamental papel das conversações na construção de um futuro que queremos fazer emergir:

“Na nova economia, administrar exige não apenas uma mudança de programas, mas mudança de atitude mental… as conversações são o modo pelo qual os trabalhadores descobrem o que sabem, compartilham-no com seus colegas e, no processo, criam novo conhecimento para a organização. Na nova economia, as conversações são a forma mais importante de trabalho.”

Alan Webber (1993),

“What’s so new about the new economy?”

Harvard Business Review

Cada vez mais vejo ganhar força em mim a convicção de que também a liderança pode ser melhor edificada por meio das conversas, sobretudo se essa liderança for compartilhada entre todos aqueles que, de uma forma ou de outra, podem e querem contribuir para o avanço de suas organizações, independentemente de sua posição hierárquica.

grande abraço,

Marcelo Mello

O poder das conversações

Olá amigos,

eis-me aqui novamente, depois de um longo período de silêncio. Estive (e estou) bastante envolvido com minha dissertação de mestrado, mais precisamente com o documento de qualificação da minha pesquisa e acabei me afastando um pouco deste espaço que tanto estimo. Como uma pequena compensação por minha prolongada ausência, dei uma renovada no visual do blog – espero que gostem – e trago a vocês hoje um belo trecho de um dos livros que estou lendo, “O World Café”, de Juanita Brown e David Isaacs, mas que é, na verdade, uma citação de um texto de Humberto Maturana e P. Bunnell, entitulado “Biosphere, Homophere, and Robosphere: what has that to do with business?“:

“Tudo o que nós, seres humanos, fazemos, fazemos em conversação… Na medida em que vivemos em conversação, novos tipos de objetos continuam a aparecer e quando nos apoderamos destes objetos e vivemos com eles, novos domínios da existência aparecem! Assim estamos aqui agora, vivendo com estes tipos muito engraçados de objetos chamados firmas, companhias, lucro, rendas e assim por diante. E somos muito apegados a eles… Exatamente do mesmo modo, não estamos necessariamente presos a nenhum dos objetos que criamos. O que é peculiar nos seres humanos é que nós podemos refletir e dizer: ‘Oh, não estou mais interessado nisso’, mudar nossa orientação e começar uma nova história. Os outros animais não podem refletir, uma vez que não vivem na linguagem. Nós somos aqueles que fazem da linguagem e da conversação nossa maneira de viver… Nós gostamos dela, acariciamos uns aos outros na linguagem. Também podemos ferir uns aos outros na linguagem. Podemos abrir espaços ou restringi-los na conversação. Isso é essencial para nós. E desenhamos nosso próprio caminho, como o fazem todos os sistemas vivos.”

(Maturana e Bunnell, 1999, p.12. Disponível em http://www.solonline.org/res/wp/maturana/index.html)

A ideia de que construímos o mundo em que vivemos por meio de nossas conversações é um dos pilares da minha dissertação, uma vez que pretendo pesquisar a relação entre as Competências Conversacionais e o exercício da Liderança. Creio, cada vez mais, no poder das conversas e em sua peculiar capacidade de acessar a inteligência coletiva e fazer emergir o futuro que desejamos.

grande abraço e excelentes conversas a todos,

Marcelo Mello

Mais uma vez, de volta…

Caros amigos,

andei bem ausente deste nosso espaço de compartilhamento e reflexões nas últimas semanas, primeiramente por que estive de férias por 15 dias lá no meu querido Paraná e ao retornar na semana passada decidi me dar mais algum tempo antes de retomar minhas atividades de leitura e reflexão que fomentam as humildes inserções neste blog.

A grande novidade é que tranquei o Mestrado, pois estava sentindo que precisava de um pouco mais de tempo para amadurecer minha pesquisa. A minha ideia é continuar com meu trabalho durante este segundo semestre de 2009 e retomar o curso no início do ano que vem, já com minha dissertação bem adiantada.

De qualquer forma, estou de volta à minha jornada de transformações e descobertas e pretendo continuar dividindo com vocês os tesouros que, com certeza, irei encontrar pelo caminho.

um grande abraço,

Marcelo Monteiro de Mello