Caracterizando a Liderança IV – Inspiração

Caros amigos,

sou seguidor do perfil de David Gurten no twitter (http://twitter.com/DavidGurteen). David é consultor, palestrante e facilitador de conversas na área de Gestão do Conhecimento e, entre outras formas de compartilhamento, ele envia, diariamente, frases interessantes sobre gestão do conhecimento, conversas, gestão de pessoas, etc.

Uma das frases compartilhadas na semana passada me chamou especialmente a atenção e julgo que ela merece figurar no rol dos posts que se propõem a tentar caracterizar o que vem a ser esse fascinante fenômeno da liderança:

“If your actions inspire others to dream more, learn more, do more and become more, you are a leader. (John Quincy Adams)

“Se suas ações inspiram as outras pessoas a sonharem mais, aprenderem mais, fazerem mais e serem mais, então você é um líder.” (John Quincy Adams)

Creio que essa caracterização da liderança contempla uma importante missão do líder: a capacidade de inspirar seus liderados a buscarem a evolução e o aprimoramento constantes, o que nos remete aos conceitos de liderança tranformacional e liderança servidora.

Nesse sentido, ao ler essa caracterização, também me lembrei da frase de encerramento do célebre discurso que o saudoso Steve Jobs proferiu para os formandos da Universidade de Stanford (assista ao discurso completo no vídeo abaixo): “Stay hungry, stay foolish” (Continue faminto, continue ingênuo).

Penso que todo líder deve buscar manter viva em seus liderados a sede de conhecimento e o desejo de superar seus limites, indo cada vez mais longe.

Stay hungry, stay foolish!!!

abraço,

Marcelo Mello

Aprendendo… incorporando aquilo que a mente já entendeu…

Caríssimos amigos,

compartilho mais um belíssimo texto, extraído do prefácio do meu mais novo livro:

“Se alguns ainda são dominados por seus antigos maus hábitos, e ainda assim podem ensinar por meio de meras palavras, deixe que ensinem… pois talvez, por se envergonharem por força das próprias palavras, comecem finalmente a praticar o que ensinam.”

São João Clímaco*, extraído do prefácio do livro

“Sincronicidade” de Joseph Jaworski (pág. 12)

 

* São João Clímaco foi um monge contemplativo que, aos dezesseis anos, deixou sua vida e foi para o Mosteiro do Monte Sinai. Aos 35 anos isolou-se numa cela e lá permaneceu por mais de quarenta anos, recebendo visitas de enorme número de religiosos em busca de sua sabedoria e de seus conselhos. Tornou-se então o abade do Mosteiro do Sinai e escreveu seu livro A Escada da Ascenção Divina, até hoje um clássico da literatura monástica.

As conversas e a nova economia

Caríssimos,

dando sequência a meus estudos para confecção de minha dissertação, me deparei com uma frase de Alan Webber que caracteriza muito bem o fundamental papel das conversações na construção de um futuro que queremos fazer emergir:

“Na nova economia, administrar exige não apenas uma mudança de programas, mas mudança de atitude mental… as conversações são o modo pelo qual os trabalhadores descobrem o que sabem, compartilham-no com seus colegas e, no processo, criam novo conhecimento para a organização. Na nova economia, as conversações são a forma mais importante de trabalho.”

Alan Webber (1993),

“What’s so new about the new economy?”

Harvard Business Review

Cada vez mais vejo ganhar força em mim a convicção de que também a liderança pode ser melhor edificada por meio das conversas, sobretudo se essa liderança for compartilhada entre todos aqueles que, de uma forma ou de outra, podem e querem contribuir para o avanço de suas organizações, independentemente de sua posição hierárquica.

grande abraço,

Marcelo Mello

A teia da vida – Todas as coisas são conectadas

“Isso nós sabemos.
Todas as coisas são conectadas
como o sangue
que une uma família…

O que acontecer com a terra
acontecerá com os filhos e filhas da terra.
O Homem não teceu a teia da vida,
ele é dela apenas um fio.
O que ele fizer para a teia
estará fazendo a si mesmo.”

Ted Perry (inspirado pelo Chefe Seattle), extraído do livro A Teia da Vida de Fritjof Capra.

Abraço,

Marcelo Mello

Cartas entre amigos – O desafio de sermos quem realmente somos

“Mudamos, amigo, mudamos o tempo todo. Mas quem somos nós? Quem é você? Quem sou eu? O que fazemos aqui? Por que viajamos juntos nessa jornada? O que podemos emprestar um ao outro? O que podemos ensinar e aprender? Que medos temos? Temos coragem de revelá-los? Se posarmos de príncipes talvez tenhamos pouco a acrescentar um ao outro. Nossa majestade será um obstáculo na amizade. Mas se nos mostrarmos humanos, se retirarmos as máscaras ou as sandálias da sua primeira carta, pisaremos em solo sagrado e contemplaremos a face sagrada da nossa essência. Nossos erros, nossas agruras, não nos fazem menos belos. Ao contrário, dão sopro vital à escultura que fingimos ser.”

extraído do livro “Cartas entre amigos” de Pr. Fábio de Melo e Gabriel Chalita

“Ser exatamente você mesmo – em um mundo que está fazendo seu melhor, noite e dia, para fazer de você alguém diferente – significa enfrentar a mais dura batalha que um ser humano pode lutar; e nunca parar de lutá-la”. (E. E. Cummings)

A empresa emergente – O ser humano e a linguagem

“Para existir, o ser humano tem que ser capaz de conferir sentido à vida. Deve estar em condições de alimentar permanentemente o juízo de que sua existência ‘tem sentido’…

Sob essa mesma perspectiva, a verdade não é senão um caminho, um deslocamento permanente, nunca um lugar ao qual se possa chegar para ficar.
Heidegger * sustenta que essa forma particular de ser, que somos seres humanos, está fundada na linguagem. É nossa capacidade de linguagem que determina que tenhamos essa forma particular de ser e a existência que lhe corresponde. A linguagem, diz Heidegger, ‘é a morada do ser’. É graças à linguagem que o ser humano se interroga, pergunta por seu ser e iniciar a busca do sentido. A linguagem lhe permite entrar em conversação consigo mesmo e com os outros. Somos uma conversação, nos diz Heidegger. No fundo dessa conversação está sempre o problema do ser do qual todo ser humano se vê obrigado a carregar. A linguagem é o que faz humanos os seres humanos.”

extraído do livro “A empresa emergente” de Rafael Echeverría, pág. 96.

heidegger* O filósofo alemão Martin Heidegger, falecido em 1976, foi um dos mais influentes pensadores do século XX. Abandonando a teologia, mergulhou nos gregos para tentar encontrar neles a substância que de alguma forma amparasse o homem contemporâneo num mundo desesperançado de Deus. Erguendo-se contra a tradição metafísica, voltou-se para o ser (ontologia), procurando encontrar um norte num cenário onde os valores da religião e da metafísica haviam sido abalados até as suas raízes. (fonte: http://educaterra.terra.com.br/voltaire/cultura/heidegger.htm)

Nascimento da era caórdica – Democracia segundo Peter Senge

“Democracia é um processo coletivo contínuo em que aprendemos a viver uns com os outros – muito mais do que um conjunto de valores estimulantes ou de mecanismos simples, como eleições e o ato de votar. É algo que se faz e não se herda. E, até que esse processo de aprendizado penetre nas principais instituições da sociedade, é prematuro chamar a nossa sociedade de democrática.”

Extraído do Prefácio (escrito por Peter Senge)

do livro “Nascimento da era caórdica” de Dee Hock, fundador e CEO emérito da empresa VISA.