Caracterizando a liderança VII – Fernando Saenz Ford no DIpLO Brasil

Caros Amigos,

no fim de Maio/2014 participei do último módulo do Programa DIpLO Brasil 2014/2014, organizado pelo LabCon – Laboratório de Conversas – e conduzido pelo sensacional coach argentino Fernando Saenz Ford.

Durante quatro dias, nos dedicamos a reflexão profunda sobre diversos temas relacionados à Gestão de si mesmo, de equipes e de sistemas, bem como conversamos sobre emoções e também sobre Liderança.

As distinções compartilhadas por Fernando foram muito impactantes e incrivelmente pertinentes tanto no contexto pessoal quanto na esfera organizacional/profissional de nossas vidas.

Entre tantos aportes significativos, gostaria de compartilhar dois, em especial, que buscam caracterizar o fascinante fenômeno da Liderança:

“A liderança surge quando há pessoas dispostas a assumir a responsabilidade inclusive por aquilo que não produziram com sua ação direta.”

“A liderança surge quando há pessoas dispostas a se comprometer com algo que ainda não tem ideia de como irão realizar.”

Creio que as distinções da Responsabilidade e o do Compromisso estão, de fato, no cerne do fenômeno da Liderança e que compreender e praticar tais distinções pode nos fazer avançar rumo a um modelo de Liderança efetivo nos complexos cenários em que atuamos hoje.

 

Grande abraço,

Marcelo Mello

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Caracterizando a liderança VI – Peter Senge e a construção coletiva do futuro

Amigos,

compartilho hoje com vocês um vídeo no qual Peter Senge reforça sua visão sobre a Liderança, visão essa que já compartilhei aqui em um post anterior (clique aqui para ler).

Senge destaca dois aspectos inerentes à Liderança: sua natureza coletiva e sua capacidade de moldar o futuro.

atualização (24/03/2014): o vídeo não está mais disponível no Youtube. Para assistí-lo, acesse o link http://www.wobi.com/wbftv/peter-senge-my-definition-leadership (é necessário se cadastrar)

Grande abraço,

Marcelo Mello

Empresa = Pessoa, por Gary Hamel, direto da revista HSM

Caríssimos,

primeiramente desculpem-me pelo longo tempo ausente deste espaço de criação e compartilhamento de conhecimento. A minha dissertação de mestrado tem me demandado substancial atenção e energia e o tempo acaba escapando mais rapidamente do que eu gostaria. De qualquer forma, aqui estou para compartilhar, sempre compartilhar…
Acabei de assinar a revista HSM Management e estou desfrutando da edição do bimestre Março/Abril. Já de início me deparei com uma entrevista de Gary Hamel, um dos pensadores de negócio mais influentes do mundo, autor do best-seller “O futuro da Administração” e professor de Gestão de Estratégia da London Business School, na qual ele fala com extrema propriedade sobre gestão na era da criatividade. Entre tantas afirmações inspiradoras, compartilho os dois trechos que mais me impactaram:

Se observarmos uma empresa como a Apple, por exemplo, o que você acha que mais importa para quem trabalha lá? Suas perguntas são assim: “Como unir a arte e tecnologia em algo que as pessoas adorem?” ou “Como construir uma empresa que mostre nossa paixão por construir coisas belas?”. E se prestarmos atenção à Whole Foods, veremos eles se perguntando: “Como fazer algo que reflita a profundidade do ser humano?” ou “Como eu construo uma empresa na qual você possa confiar?”. Essas pessoas jurídicas fazem perguntas de pessoas físicas, percebe? Agora, a maioria das empresas levanta uma questão bem diferente: “Como me certificar de que estou sendo zeloso, eficiente e operando com baixos custos?”. Nem todo mundo é o Steve Jobs, claro; ele é um em um milhão! Mas você não precisa ser. Precisa apenas humanizar o negócio.

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Se pretendem vencer no futuro, as organizações têm de encontrar maneiras de energizar as pessoas, para que não apliquem no trabalho apenas suas capacidades, mas também sua paixão e iniciativa. E o que lhes infunde esse compromisso mais profundo? A resposta certa é “alguma causa”, um objetivo maior do que o de fazer dinheiro, maior do que interesses individuais.

Gente ainda precisa encontrar sentido para as coisas – sempre precisará. O ser humano é assim, não adianta ignorar essa característica. Aliás, outras características humanas que não devem ser ignoradas são o desejo de ter alguma autonomia e o desejo de pertencer a uma comunidade, pequena, onde exista confiança.

A empresa deve estar comprometida com um propósito valioso. Foi o que disse Jack Welch recentemente, com uns 20 anos de atraso. Esse ícone da gestão admitiu publicamente que maximizar a riqueza do acionista como motivação primária é uma ideia estúpida. E ele tem razão.

extraído da revista HSM Management, edição Março/Abril 2010

Meus amigos, de fato nem todos são Steve Jobs ou Gary Hamel, mas o que importa é que é preciso apenas humanizar o negócio. É preciso apenas reconhecer o óbvio: que os negócios são construídos, mantidos, influenciados e fomentados por pessoas, seres humanos constituídos de uma complexa e mutante relação entre razão e emoção. Quando o fizermos, conseguiremos avançar significativamente rumo a concretização de um futuro que anseia por emergir.

grande abraço,

Marcelo Mello

Sinais de um futuro que está emergindo

Caros amigos,

neste semestre terei novamente a honra de acompanhar uma turma no Prof. Dr. Gentil Lucena no Programa de Mestrado em Gestão do Conhecimento e Tecnologia da Informação – MGCTI – da Universidade Católica de Brasília – UCB, e desta vez como monitor da turma de GRO – Gestão de Relacionamentos nas Organizações, a qual também será, ao que tudo indica, o objeto de pesquisa para minha Dissertação.

No segundo encontro da disciplina, realizado no dia 09/03/2010, conversamos, entre outras coisas, sobre os sinais de mudança que podemos observar a nossa volta, e eu citei como exemplo um comercial de TV do Banco Santander que, ao meu ver, reflete bem como novos paradigmas já começam a se manifestar na postura das organizações. Veja o vídeo:

Alguns poderão dizer (não sem razão) que as declarações feitas no comercial acima podem não passar de um discurso sem coerência com a prática. De fato, isso é possível. Sabemos que não é raro haver um distanciamento muito grande entre o que dizemos e o que realmente fazemos, ou como bem colocam Chris Argyris e Donald Schön, entre nossa Teoria Esposada e nossa Teoria em Uso. Mas a questão é que a mudança que vislumbramos em nossas vidas, nossas organizações e em nossa sociedade não é trivial. Entendemos que estamos vivenciando uma transição entre duas eras, um momento histórico no qual a era pós-industrial, com seus modelos de produção alicerçados na exploração desenfreada dos recursos naturais e em paradigmas de gestão burocráticos e de comando e controle, está morrendo e dando lugar a era do conhecimento, calcada na sustentabilidade, em modelos de negócio que privilegiam as conversas efetivas entre todos os intervenientes, na necessidade de constante inovação e na emergência dos trabalhadores do conhecimento que, nas palavras sábias de Peter Drucker, “têm o poder de decidir a cada manhã o que irão fazer naquele dia”.

Uma transição dessa magnitude não pode ocorrer da noite para dia, pois requer a substituição de paradigmas estruturais de nossas organizações, mas tenho convicção de que o processo já está em pleno andamento e de que veremos sinais cada vez mais concretos disso. Espero que, além de declarações poderosas, como a do belo comercial acima, possamos ver também ações práticas que reflitam esse futuro rico em possibilidades que quer emergir.

Um abraço,

Marcelo Mello

Repensando nossos sistemas educacionais

Pessoal,

Recentemente tive a oportunidade de assistir a um vídeo fantástico em um post no blog do amigo Marcelão. Neste vídeo, Sir Ken Robinson, pesquisador e educador inglês, faz uma análise muito profunda e pertinente sobre o tipo de educação que estamos oferecendo às nossas crianças e as conseqüências de um modelo educacional que, segundo ele, é generalizado e totalmente ineficiente. Naquela oportunidade, escrevi um post compartilhando algumas reflexões pessoais sobre o tema educação (clique aqui para ler). Marcelo Tas, ator, comediante e jornalista publicou hoje em seu blog um post, também falando sobre a palestra de Sir Ken Robinson e contendo o link para os respectivos vídeos (clique aqui para ler). Entendo que isso demonstra que mais e mais pessoas estão atentando para a necessidade de revisarmos nossos pressupostos e as instituições que construímos baseados neles, se é que realmente esperamos poder enfrentar de forma efetiva os desafios que já se apresentam para nossa humanidade, bem como preparar adequadamente nossas crianças para o futuro que as aguarda.

Neste sentido, também deixo aqui a palestra de Sir Ken Robinson, realizada no TED (18 minutos, dividida em duas partes e com legenda em português), especialmente para aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de assisti-la, e espero que ela lhes seja tão valiosa quanto foi para mim.

grande abraço,

Marcelo Mello