Diplo – Módulo Multicultural en Chile

Hola,

escrevo este post aqui do Chile, onde tive a grata satisfação de participar do Módulo Multicultural do Diplomado Internacional em Logros Organizacionales – Diplo, em Viña del Mar (para mais informações sobre o Diplo no Brasil, clique aqui).

Anteriormente, já havia participado dos Módulos de Gestão Ontológica com Ivonne Hidalgo e de Desenho de Futuros com Elena Espinal, os quais foram, sem dúvida alguma, profundas experiências de aprendizagem e, agora, tive novamente o privilégio de estar junto a Ivonne e Elena, além de Fernando Sanz Ford, que irá conduzir o quarto e último módulo do Diplo, em Maio próximo, acerca do tema da Liderança.

Mas antes de falar um pouco sobre o evento, gostaria de compartilhar algo que me impressionou profundamente durante meu voo até Santiago: a travessia da Cordilheira dos Andes. Vislumbrar a magnitude e imponência daquele vasto conjunto de montanhas foi, sem dúvida alguma, uma experiência única e profundamente impactante, a qual veio reforçar um tema sobre o qual tenho refletido nos últimos meses: a necessidade de desenvolvermos níveis mais amplos de consciência a fim de construirmos uma relação sustentável com o nosso Planeta.

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Retomando ao Módulo Multicultural, confesso que estava bastante apreensivo com esta viagem ao Chile, em grande parte, creio, por se tratar de minha primeira viagem ao exterior, contudo, o acolhimento que recebi, acompanhado de um senso de pertencimento característico do ambiente do DIPLO rapidamente dissolveram todo e qualquer medo e imediatamente pude me conectar ao lugar do evento e às pessoas que vieram dos mais variados países da América Latina para participar desta fantástica experiência.

multicultural

Ao longo de uma semana, estudamos a instigante Teoria da Dinâmica Espiral, visitamos uma Vinícola que pratica a agricultura Bio Dinâmica, bem como um Porto Pesqueiro onde os pescadores estão aprendendo como formar uma organização efetiva e que traga melhorias para sua qualidade de vida. Tive o privilégio de estabelecer conversas muito significativas com diversas pessoas, de diferentes lugares e com distintas culturas, mas todas com belas e ricas histórias de vida.

Foram muitas as emoções, distinções e ações que tiveram lugar nos cinco dias de evento e, certamente, voltarei ao Brasil (depois de uma rápida visita a Santiago), muito diferente de como parti.

Agora penso que os desafios são aprofundar a compreensão acerca das distinções apresentadas e colocá-las em prática nos significativos desafios adaptativos que se apresentam cotidianamente em nossa caminhada.

Quero ainda registrar meu sincero e profundo agradecimento a todos que realizaram este módulo Multicultural, seja organizando, facilitando ou participando, por todo o cuidado e generosidade que caracterizou nossa convivência, e dizer que tenho convicção de que em breve estaremos aprendendo e celebrando juntos novamente.

Um especial agradecimento cabe a meu Mestre Gentil Lucena, Diretor do Labcon (Laboratório de Conversas), que o parceiro estratégico do Diplo no Brasil e tem sido o grande responsável pelas profundas transformações que tenho vivenciado ao longo dos últimos anos. Vale a pena conhecer o trabalho do Labcon!

 

abraço,

Marcelo Mello (preparando-me para retornar ao Brasil!)

Não basta apenas sonhar, é preciso agir!

Caríssimos,

lendo o livro Gestión Ontológica de Ivonne Hidalgo e revisando os materiais do módulo de Gestão da Ação Executiva (parte do Programa do DIPLODiplomado Internacional para Logros Organizacionales), do qual tive o privilégio de participar há algumas semanas e sobre o qual escreverei mais detalhadamente aqui em breve, me deparei com um belíssimo poema do escritor e pensador alemão Johann Wolfgang von Goethe:

“Até que estejamos comprometidos, há vacilação,

a possibilidade de retrocesso e a inefetividade.

Com relação a todos os atos de iniciativa e criação

há uma verdade elementar,

cuja ignorância mata incontáveis ideias

e planos esplêndidos: que no momento em que nos

comprometemos definitivamente,

a Providência também dá um passo.

Todo tipo de coisas ocorre para nos ajudar,

que de outra maneira jamais teriam ocorrido.

Uma corrente de eventos, surgidos a partir de nossa decisão,

gera a nosso favor todo o tipo de incidentes

e encontros imprevistos,

e assistência material que nenhum homem jamais poderia ter

sonhado que viria em sua ajuda.

Aquilo que podes fazer, ou sonhas que podes fazer,

COMEÇA!

A audácia tem gênio, poder e magia.

Começa agora!

Meus amigos, penso que a mensagem de Goethe nos convoca a irmos além das expectativas, desejos, sonhos e planos, partindo efetivamente para a ação, seja ela individual ou (provavelmente) coletiva, de forma a construirmos a realidade que almejamos.

Comecemos pois, AGORA, não amanhã ou em “qualquer dia desses”, mas AGORA, a construirmos o futuro que, sentimos, anseia por emergir, e deixemo-nos brindar pelos encontros e sincronicidades que a Providência nos conceder.

Grande abraço,

Marcelo Mello

As competências conversacionais a serviço do Gerenciamento de Projetos

Caríssimos amigos,

a mais recente edição da revista Mundo Project Management (Ago/Set 2010) traz, entre seus destaques, um artigo escrito pelo Prof. Dr. Gentil Lucena, detentor de um currículo invejável e de uma longa e mui frutífera trajetória como pesquisador nas áreas de coaching, gestão do conhecimento, aprendizagem organizacional e, sobretudo, competências conversacionais. Essa verdadeira personalidade, conhecida nacional e internacionalmente (e que me concedeu o incomensurável privilégio de ser o orientador da minha Dissertação de Mestrado no programa em Gestão do Conhecimento e de TI da Universidade Católica de Brasília), escreveu um artigo fantástico, demonstrando como as competências conversacionais são, de fato, a tecnologia social que constitui e impulsiona as organizações e seus projetos.

Utilizando um referencial teórico extremamente consistente, bem como uma efetiva análise prática do cenário organizacional, o artigo caracteriza as próprias organizações (e os projetos) como “redes dinâmicas de conversações” e demonstra que tanto a Gestão, de forma geral, quanto, mais especificamente, a Gestão do Conhecimento e a Gestão de Projetos podem ser vistas como formas de gestão de processos conversacionais.

“… para assegurar processos efetivos, eficazes e eficientes, é necessário avaliar também a maneira como distintos trabalhos individuais se coordenam e reconhecer que essa coordenação de ações é um processo tipicamente conversacional. Pessoas coordenam trabalhos individuais conversando! Esse fenômeno tem sido reconhecidamente assinalado na literatura como uma das áreas de maior potencial para elevar o desempenho das organizações.”

O autor discorre ainda sobre várias distinções relativas às conversações, demonstrando o quão vasto é o território a ser explorado em torno desse tema e, por fim, conclui afirmando que não há que se pensar em bons projetos sem a presença das competências conversacionais.

Vale muito a pena comprar a revista Mundo PM e curtir na íntegra este belíssimo artigo, além de vários outros textos muito úteis sobre Gestão de Projetos.

Hoje não tenho nenhuma dúvida acerca do enorme potencial das conversas nas organizações e na vida, como um todo. É por meio das conversas que moldamos e concretizamos o nosso futuro e é por meio delas que nos constituímos nos seres que somos. Foi essa crença que me levou a eleger as Competências Conversacionais como tema de minha dissertação, buscando investigar sua relação com outro aspecto crucial para as organizações: a liderança.

Espero, com a ajuda do Prof. Gentil e de vários outros membros do recém constituído LABCON (Laboratório de Conversas da Universidade Católica de Brasília), contribuir para o avanço das pesquisas sobre as conversas e seus impactos na vida das organizações.

grande abraço e boa leitura,

Marcelo Mello

Al Alba de las Emociones – Entre a razão e a emoção

Caros amigos,

minha principal leitura atualmente é um livro chamado Al Alba de las Emociones, o qual ganhei de um de meus orientadores, o Prof. Dr. Gentil Lucena, a quem admiro profundamente e serei eternamente grato por ter me despertado para a singularidade e inigualável beleza do fenômeno humano. Costumo dizer, com toda a sinceridade, que somente este “dar-se conta” do mundo sob o viés ontológico e da riqueza que reside em uma simples interação entre duas pessoas já fez todo o tempo (e dinheiro) investido no mestrado valer a pena.

O livro em questão trata com extrema maestria de uma das dimensões que nos constitui como seres humanos, a Emocionalidade, e sua autora, Susana Bloch, descreve o método Alba Emoting, desenvolvido por ela, o qual é definido como “um processo físico, direto, que consiste, antes de mais nada, na ativação voluntária de certos ritmos respiratórios e, em seguida, de certos músculos do corpo e do rosto, além de certas atitudes posturais, tudo isso relacionado com uma dada emoção básica”. Trata-se de uma leitura fantástica, sobretudo por ser a Emocionalidade o foco de minha Dissertação.

Alba Emoting

Escreverei mais sobre esse livro em futuros posts, mas por enquanto compartilho com vocês um dos muitos poemas constantes no texto e que aborda com profunda beleza a eterna discussão sobre o que é mais importante: a razão ou a emoção? Eu, particularmente, fico com o equilíbrio…

En dos partes dividida

Tengo el alma en confusión

Una, esclava a la pasión.

Y otra, a la razón medida

Guerra civil encendida,

Aflige el pecho importuna:

Quiere vencer  cada una,

Y entre fortunas tan varias,

Morirán ambas contrarias

Pero vencerá ninguna.

Poema de Sor Juana Inés de la Cruz, extraído do livro Al Alba de las Emociones, de Susana Bloch (pág. 123)

Um grande abraço e belas emoções a todos,

Marcelo Mello

GRO – Este é apenas o começo…

Caros amigos,

hoje quero compartilhar com vocês um momento único em minha vida: acabo de chegar do último encontro da disciplina de GRO – Gestão dos Relacionamentos nas Organizações, parte do Programa de Mestrado em Gestão do Conhecimento e da Tecnologia da Informação da Universidade Católica de Brasília e ministrada pelo amigo e professor Gentil de Lucena Filho, com a participação de sua esposa Margarita e do professor Rodrigo Pires. Como era nossa última aula, nossa turma decidiu organizar um encontro diferente, com comes e bebes, além de uma brincadeira de troca de presentes (organizada nos últimos dois dias via troca de emails).

Mas o que marcou profundamente essa noite memorável foi a conversa que mantivemos durante algumas horas, na qual cada um de nós compartilhou, de forma sincera e tocante, as dificuldades, emoções, sofrimentos, angústias, vitórias e transformações vivenciadas ao longo dos últimos meses. Foram muitas as declarações poderosas, os juízos e as afirmações expostas, muitos foram os depoimentos acerca do “dar-se conta” e várias foram as histórias de vida compartilhadas com o grupo.

A cada fala, um após um, eu fui ficando maravilhado com o contexto de confiança que se criou entre nós. As coisas que foram ditas, e da forma que o foram, só poderiam ter lugar em um “espaço sagrado” como o que foi construído na disciplina de GRO, espaço este pautado pelo respeito e legitimação do outro, pelo aprendizado mútuo e, sobretudo, pela ética do amor.

Meu juízo, que não é (e nem tem a pretensão de ser) nada mais nem nada menos que meu juízo, é que nosso encontro dessa noite foi a materialização da distinção da “Presença”, descrita por Peter Senge e outros autores no livro que leva o mesmo nome como o ato de “ver a partir da fonte mais profunda e fazer-se de veículo para essa fonte”. Creio que foi exatamente isso o que ocorreu conosco: cada um de nós e nós todos como grupo passamos a ver e agir a partir de uma fonte mais profunda e a refletirmos essa fonte e isso só foi possível por que, ao longo do semestre, trilhamos juntos um caminho que passou pela suspensão de nossos modelos mentais e pelo redirecionamento de nossa atenção.

Creio que para além de todo o valioso referencial teórico explorado e das respectivas distinções dele depreendidas, o grande aprendizado resultante dessa jornada de GRO foi a consciência de somos seres humanos, constituídos por nosso corpo, linguagem e emocionalidade e que é na relação com os outros que encontramos o sentido de nossa existência.

Por fim, penso que a beleza e profundidade do fenômeno que vivemos juntos ao longo desses quatro meses e que culminou com maravilhoso encontro dessa noite, podem ser representadas por uma frase de Dee Hock em seu livro “Nascimento da era caórdica”:

“A vida é uma dádiva que traz uma dádiva, que é a arte de dar.”

Muito obrigado ao professor Gentil e a sua esposa Margarita, muito obrigado ao professor Rodrigo e muito obrigado a cada um de meus amigos e companheiros de jornada. Que possamos cada vez mais nos darmos, integra e sinceramente, aos outros e ao mundo e, assim, recuperarmos o sentido mais profundo de nossa humanidade.

grande abraço,

Marcelo Mello

P.S.: este post foi escrito ao som do CD “Vitor & Léo, ao vivo em Uberlândia”, meu presente em nossa brincadeira de “amigo secreto”.