Caracterizando a liderança VI – Fernando Saenz Ford no DIpLO Brasil

Caros Amigos,

no fim de Maio/2014 participei do último módulo do Programa DIpLO Brasil 2014/2014, organizado pelo LabCon – Laboratório de Conversas – e conduzido pelo sensacional coach argentino Fernando Saenz Ford.

Durante quatro dias, nos dedicamos a reflexão profunda sobre diversos temas relacionados à Gestão de si mesmo, de equipes e de sistemas, bem como conversamos sobre emoções e também sobre Liderança.

As distinções compartilhadas por Fernando foram muito impactantes e incrivelmente pertinentes tanto no contexto pessoal quanto na esfera organizacional/profissional de nossas vidas.

Entre tantos aportes significativos, gostaria de compartilhar dois, em especial, que buscam caracterizar o fascinante fenômeno da Liderança:

“A liderança surge quando há pessoas dispostas a assumir a responsabilidade inclusive por aquilo que não produziram com sua ação direta.”

“A liderança surge quando há pessoas dispostas a se comprometer com algo que ainda não tem ideia de como irão realizar.”

Creio que as distinções da Responsabilidade e o do Compromisso estão, de fato, no cerne do fenômeno da Liderança e que compreender e praticar tais distinções pode nos fazer avançar rumo a um modelo de Liderança efetivo nos complexos cenários em que atuamos hoje.

 

Grande abraço,

Marcelo Mello

Não basta apenas sonhar, é preciso agir!

Caríssimos,

lendo o livro Gestión Ontológica de Ivonne Hidalgo e revisando os materiais do módulo de Gestão da Ação Executiva (parte do Programa do DIPLODiplomado Internacional para Logros Organizacionales), do qual tive o privilégio de participar há algumas semanas e sobre o qual escreverei mais detalhadamente aqui em breve, me deparei com um belíssimo poema do escritor e pensador alemão Johann Wolfgang von Goethe:

“Até que estejamos comprometidos, há vacilação,

a possibilidade de retrocesso e a inefetividade.

Com relação a todos os atos de iniciativa e criação

há uma verdade elementar,

cuja ignorância mata incontáveis ideias

e planos esplêndidos: que no momento em que nos

comprometemos definitivamente,

a Providência também dá um passo.

Todo tipo de coisas ocorre para nos ajudar,

que de outra maneira jamais teriam ocorrido.

Uma corrente de eventos, surgidos a partir de nossa decisão,

gera a nosso favor todo o tipo de incidentes

e encontros imprevistos,

e assistência material que nenhum homem jamais poderia ter

sonhado que viria em sua ajuda.

Aquilo que podes fazer, ou sonhas que podes fazer,

COMEÇA!

A audácia tem gênio, poder e magia.

Começa agora!

Meus amigos, penso que a mensagem de Goethe nos convoca a irmos além das expectativas, desejos, sonhos e planos, partindo efetivamente para a ação, seja ela individual ou (provavelmente) coletiva, de forma a construirmos a realidade que almejamos.

Comecemos pois, AGORA, não amanhã ou em “qualquer dia desses”, mas AGORA, a construirmos o futuro que, sentimos, anseia por emergir, e deixemo-nos brindar pelos encontros e sincronicidades que a Providência nos conceder.

Grande abraço,

Marcelo Mello

Sobre arremetidas, lasers, gestão sustentável e gastronomia

Caros amigos,

depois de um prolongado período de ausência, retorno a este espaço de aprendizado e compartilhamento para dividir com vocês alguns fatos interessantes de minha mais recente visita à fabulosa cidade de São Paulo. Estive lá na semana passada para participar de uma Oficina de Desenvolvimento de Competências Gerenciais, evento de encerramento do Programa Diálogo do Banco do Brasil em parceria com a FGV.

Já na chegada à São Paulo, a primeira surpresa: quando o avião estava a uns 20 metros do solo, o piloto abortou o pouso e arremeteu. Posso garantir a vocês que não é uma experiência muito agradável. Mas o pior foi quando, alguns minutos depois, o comandante veio pelo rádio e explicou o motivo da manobra. Segundo ele, um laser, daqueles que tem infestado os estádios de futebol mundo afora, atingiu o olho dele e, por isso, ele teve que abortar o pouso. Ele também disse que esse fato tem se tornado inconvenientemente comum, sobretudo nos aeroportos de São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas.

Agora, fala sério, o que tem na cabeça um indivíduo pra sair de casa e ir pros arredores de um aeroporto apontar uma porcaria daquelas na direção a um avião? Fico imaginando o meliante conversando com os amigos e dizendo: “Orra meu, nóis tamo aí de bobera memo, num tem jogo do timão pra nóis arrumar umas briga, bora lá pro aeroporto joga uns laser nos avião…”. É simplesmente estarrecedor!!!

Mas passado este pequeno inconveniente, minha estada em São Paulo foi muito agradável. A Oficina foi muito bacana e tive a grata oportunidade de conversar com vários colegas do BB de várias partes do país. É sempre muito legal trocar ideias com pessoas que atuam em outras áreas do banco, sobretudo no desafiador ambiente das nossas agências. Outro aspecto muito positivo desse evento foi perceber que começa a ganhar força a ideia de que é preciso desenvolver um modelo de gestão mais humano e sustentável. Esse assunto foi bastante abordado durante os dois dias de conversas e atividades em grupo e, espero, se torne cada vez mais presente na agenda da organização.

Por fim, aproveitei todo o tempo livre para experimentar um pouco da variedade gastronômica de São Paulo, e dentre as minhas descobertas destaco e recomendo:

1. Starbucks (Shopping Center 3): fui lá umas quatro vezes em dois dias. O lugar é muito agradável e todos os cafés que provei estavam sensacionais;

2. Hamburgueria 162 (Rua Augusta): o hamburguer de costelinha de porco é delicioso;

3. Pedaço da Pizza (Rua Augusta): deliciosas pizzas vendidas em pedaço. Para quem gosta de novos sabores, vale a pena provar a pizza de Shimeji com couve;

grande abraço e até o próximo post,

Marcelo Mello

Simplesmente Mandela

Caríssimos,

tenho falado bastante sobre liderança nos meus posts mais recentes, afinal este é um dos pilares do meu trabalho de dissertação e tem sido o objeto central de minhas leituras. E por falar em leituras, hoje fui visitar um dos lugares que mais aprecio – a livraria – pra tentar relaxar um pouco depois de um dia bem complicado no trabalho.

Não tenho dúvidas de que a efetiva gestão de pessoas, seguindo os mais modernos conceitos e paradigmas se configura em um enorme desafio para todo e qualquer administrador. A complexidade e a diversidade dos seres humanos é, ao mesmo tempo, fascinante e aterrorizante. Saber lidar bem com essa complexidade não é tarefa trivial e por vezes me vejo a falhar nessa empreitada. Hoje foi um desses dias e isso me incomodou significativamente.

Mas eis que durante meu passeio pela livraria me deparo com a recém lançada biografia de Nelson Mandela, entitulada “Conversas que tive comigo”. Conversas e Liderança (afinal Mandela é considerado em todo o mundo um símbolo de Liderança), ou seja, tudo a ver com minha dissertação. Nem preciso dizer que comprei o livro na hora e, para minha grata surpresa, já na aba da capa me deparei com uma frase de Mandela que veio ao encontro das minhas mais profundas inquietudes neste dia atribulado, e a qual compartilho agora com vocês:

“Na vida real não lidamos com deuses, mas com humanos tão comuns quanto nós mesmos. São homens e mulheres cheios de contradições, que são estáveis e inconstantes, fortes e fracos, famosos e infames, pessoas em cujas veias a mesquinharia resiste bravamente a fortes pesticidas.”

Meus amigos, Nelson Mandela me ajudou a superar o dia de hoje.

Abraço,

Marcelo Mello

Empresa = Pessoa, por Gary Hamel, direto da revista HSM

Caríssimos,

primeiramente desculpem-me pelo longo tempo ausente deste espaço de criação e compartilhamento de conhecimento. A minha dissertação de mestrado tem me demandado substancial atenção e energia e o tempo acaba escapando mais rapidamente do que eu gostaria. De qualquer forma, aqui estou para compartilhar, sempre compartilhar…
Acabei de assinar a revista HSM Management e estou desfrutando da edição do bimestre Março/Abril. Já de início me deparei com uma entrevista de Gary Hamel, um dos pensadores de negócio mais influentes do mundo, autor do best-seller “O futuro da Administração” e professor de Gestão de Estratégia da London Business School, na qual ele fala com extrema propriedade sobre gestão na era da criatividade. Entre tantas afirmações inspiradoras, compartilho os dois trechos que mais me impactaram:

Se observarmos uma empresa como a Apple, por exemplo, o que você acha que mais importa para quem trabalha lá? Suas perguntas são assim: “Como unir a arte e tecnologia em algo que as pessoas adorem?” ou “Como construir uma empresa que mostre nossa paixão por construir coisas belas?”. E se prestarmos atenção à Whole Foods, veremos eles se perguntando: “Como fazer algo que reflita a profundidade do ser humano?” ou “Como eu construo uma empresa na qual você possa confiar?”. Essas pessoas jurídicas fazem perguntas de pessoas físicas, percebe? Agora, a maioria das empresas levanta uma questão bem diferente: “Como me certificar de que estou sendo zeloso, eficiente e operando com baixos custos?”. Nem todo mundo é o Steve Jobs, claro; ele é um em um milhão! Mas você não precisa ser. Precisa apenas humanizar o negócio.

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Se pretendem vencer no futuro, as organizações têm de encontrar maneiras de energizar as pessoas, para que não apliquem no trabalho apenas suas capacidades, mas também sua paixão e iniciativa. E o que lhes infunde esse compromisso mais profundo? A resposta certa é “alguma causa”, um objetivo maior do que o de fazer dinheiro, maior do que interesses individuais.

Gente ainda precisa encontrar sentido para as coisas – sempre precisará. O ser humano é assim, não adianta ignorar essa característica. Aliás, outras características humanas que não devem ser ignoradas são o desejo de ter alguma autonomia e o desejo de pertencer a uma comunidade, pequena, onde exista confiança.

A empresa deve estar comprometida com um propósito valioso. Foi o que disse Jack Welch recentemente, com uns 20 anos de atraso. Esse ícone da gestão admitiu publicamente que maximizar a riqueza do acionista como motivação primária é uma ideia estúpida. E ele tem razão.

extraído da revista HSM Management, edição Março/Abril 2010

Meus amigos, de fato nem todos são Steve Jobs ou Gary Hamel, mas o que importa é que é preciso apenas humanizar o negócio. É preciso apenas reconhecer o óbvio: que os negócios são construídos, mantidos, influenciados e fomentados por pessoas, seres humanos constituídos de uma complexa e mutante relação entre razão e emoção. Quando o fizermos, conseguiremos avançar significativamente rumo a concretização de um futuro que anseia por emergir.

grande abraço,

Marcelo Mello

A gestão do conhecimento não tem nada de abstrato

Caros amigos,

escrevo este post para compartilhar com vocês a satisfação de ter publicado um artigo de minha autoria no portal de Gestão do Conhecimento KMOL de Portugal. Trata-se de um texto que tem por objetivo expor uma contraposição à visão de que a Gestão do Conhecimento é um tema abstrato e pouco relacionado à “realidade” das organizações, buscando demonstrar sua importância em um mundo em profunda transformação e que requer das pessoas e das organizações novas e complexas competências. Segue abaixo o link para o referido artigo:

http://kmol.online.pt/artigos/2010/02/01/gc-nao-tem-nada-de-abstrato

Espero que esse texto possa lhes ser útil e aguardo pelos seus comentários aqui ou no próprio portal KMOL.

Grande abraço,

Marcelo Mello