KM BRASIL 2008 – Parte III (29/08/2008)

O último dia de KM Brasil 2008 começou com uma palestra de Frèdéric Donier da Câmara de Comércio França Brasil sobre o tema “Conhecimento, inteligência e management – o desafio cultural para as organizações”. Frèdéric abordou a Gestão do Conhecimento e a Inteligência Competitiva sob a ótica da cultura organizacional e explanou, baseado em sua rica experiência tanto na CCFB quanto como consultor em empresas brasileiras e francesas, sobre os desafios culturais que as organizações têm que enfrentar e vencer para conseguir adotar práticas efetivas de GC e IC. Ele apresentou então uma proposta de modelo para a implementação de uma Inteligência Estratégica Participativa na qual todas as pessoas colaboram para a construção de um sistema no qual a empresa reage mais rapidamente e até consegue antecipar as mudanças competitivas do mercado. Novamente a questão central é a colaboração sustentada por redes sociais com o objetivo de melhorar as capacidades da organização.

Em seguida, houve mais uma mesa de discussões com o tema “Conhecimento como estratégia competitiva de país” e da qual participaram o prof. James Wright da FEA/USP, o prof. Shu Yong da FGV, Irani Varella da Petrobrás e Alzira de Fátima Vieira do SEBRAE. O prof. James Wright apresentou alguns pontos interessantes oriundos de seus estudos sobre cenários futuros, à partir dos quais ele identificou os seguintes desafios do conhecimento a serem enfrentados pelo Brasil:

– Conquistar a liderança intelectual no mundo emergente;
– Antecipar ameaças e oportunidades: prever tendências e cenários;
– Criar e compartilhar uma visão inspiradora do futuro desejado;
– Formular uma estratégia para o país;
– Cultivar a educação e a geração de conhecimentos e competências fundamentais para o futuro;
– Desenvolver a capacidade de enfrentar ameaças; a previsão nunca é perfeita;
– Desenvolver lideranças com visão de futuro e competências na implementação das mudanças sociais;

Após a apresentação das idéias do prof. Wright, os demais participantes apresentaram iniciativas e práticas das quais eles e suas organizações têm tomado parte no sentido de agregar mais competitividade aos setores público e privado do país. Esta mesa de discussões voltou à ressaltar a importância de se buscar também a excelência na gestão pública como forma de viabilizar um país mais competitivo e com melhor qualidade de vida para todos.

Após o almoço, participei das duas últimas mesas de discussão desta edição 2008 do KM Brasil com os temas “Aprendizagem Organizacional” e “Gestão por competências”. Organizações como Vale do Rio Doce, Faber Castell, Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, Metrô de São Paulo e Companhia Paranaense de Energia Elétrica discutiram estes temas tão importantes e tão relacionados à Gestão do Conhecimento, apresentando iniciativas e práticas por eles adotadas e que vêm apresentando resultados relevantes em suas organizações. Destaque para o programa de retenção do conhecimento da VALE e para as práticas de explicitação do conhecimento tácito adotadas pelos Correios. Com relação à gestão por competências, meu destaque vai para a afirmação, por parte dos participantes da mesa, de que não se deve atrelar o sistema de avaliação por competências a nenhuma forma de recompensa a fim de não correr o risco de distorcer os resultados das avaliações.

Bem amigos, acredito que é isto. A idéia aqui foi compartilhar com vocês um pouco da experiência vivida ao longo dos três dias do evento KM BRASIL 2008, no qual tive a oportunidade de ouvir, conversar e conviver com as algumas das maiores autoridades do mundo em Gestão do Conhecimento. Minha conclusão é que todos saem de um evento como este com mais perguntas do que respostas, mas tal fato, longe de ser motivo de frustração ou preocupação, é causa de instigantes reflexões e renovada energia para continuarmos a evolução de nossos pensamentos sobre GC. Obviamente a tarefa não é fácil, pois como afirma o prof. Paulo Fresneda, temos o privilégio de vivenciarmos uma transição entre duas eras totalmente distintas em seus fundamentos e paradigmas e, diante disso, não podemos esperar facilidades. Porém, acredito fortemente que espaços de discussão e compartilhamento como o KM BRASIL são a força propulsora que nos aproxima cada vez mais da tão almejada sociedade do conhecimento, a qual espero, nos traga como frutos não apenas empresas mais eficientes e socioambientalmente responsáveis, mas também e sobretudo, uma país mais desenvolvido e uma sociedade mais justa e humana. E que venha o KM BRASIL 2009 em Salvador-BA.

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KM BRASIL 2008 – Parte II (28/08/2008)


Olá amigos,

estou de volta para compartilhar com vocês as atividades realizadas no segundo dia do KM BRASIL 2008. O dia começou com uma das palestras mais aguardadas do evento, “PEOPLE 2.0 – trabalhando em um mundo 2.0”, com o pesquisador britânico David Gurteen. Foi uma palestra, ou como David prefere chamar, uma conversa bastante produtiva. Ele nos apresentou seu entendimento de que, para viabilizar a efetiva utilização de ferramentas sociais da WEB 2.0, nós precisamos de “gerentes 2.0” que formem “pessoas 2.0”. Ele afirmou saber que esta mudança não é fácil, mas que as organizações já estão começando a experimentar estas ferramentas. Para David, não apenas a WEB agora é 2.0, mas o conjunto de mudanças ocorridas nos últimos anos resultaram em um “mundo 2.0”, ou seja, um mundo no qual os paradigmas tradicionais já não são suficientes e que demanda das organizações novas e revolucionárias formas de fazer as coisas. Neste contexto, também a Gestão do conhecimento, que em seu início era centrada em tecnologia e posteriormente passou a fundamentar-se nas pessoas, entra agora em sua fase 2.0, passando a focar as redes sociais como mecânismo para a criação e o compartilhamento do conhecimento. Ainda segundo Gurteen, estas são algumas das principais características da GC 2.0:

– diz respeito à estimular as redes sociais e a interação entre os membros destas redes;
– não é substituta, mas sim complementar às visões anteriores da GC (focadas em ferramentas e pessoas);
– está muito mais centrada em conversas e estórias organizacionais;
– não busca controlar, mas estimular e confiar nas pessoas;

David afirmou ainda que, graças às mudanças ocorridas no mundo, nós hoje temos voz, nós podemos influenciar o destino da humanidade, nós somos participantes dos processos sociais e, de maneira geral, nós queremos fazer a diferença no mundo. Além disso, a revolução da informação resultou em um cenário no qual nós não podemos mais ser enganados ou controlados e que nos dá a liberdade para colaborarmos com quem quisermos sobre o que quisermos. Desta forma, reforça-se o grande desafio: como conseguir a participação e a mútua colaboração entre as pessoas da organização, dado o grau de autonomia e independência que os novos trabalhadores do conhecimento possuem? Esta ainda é uma questão que demanda alguma reflexão.

Esta conversa com David Gurteen veio corroborar a maioria dos conceitos apresentados no primeiro dia do evento: as redes sociais devem ser o foco das organizações que querem promover uma GC efetiva e agregadora de valor; a organização deve fomentar a criação e o fortalecimento destas redes sociais e, para tanto, as ferramentas sociais disponibilizadas pela tecnologia de WEB 2.0 são bastante úteis. Gurteen encerrou sua participação com uma frase que sintetiza muito bem suas idéias: “We are moving to a participatory ‘we world'”.

Após a excelente palestra de David Gurteen, participei de outra interessante mesa de discussão sobre rede de conhecimento na inovação, a qual contou com a participação Ricardo Kahan da Telefônica, Eduardo Rezende da INATEL, Prof. Guilherme Ary Plonski da ANPROTEC, Ingrid Stoeckicht da INEI e André Saito da FGV que atuou como coordenador dos debates. Os participantes destacaram as diferenças entre a inovação incremental, que se limita a aprimorar produtos/serviços/processos já existentes e a inovação chamada disruptiva ou radical, que se propõe a ser uma verdadeira quebra de paradigma, a qual irá garantir a sustentabilidade da organização no longo prazo. Segundo informações de Ingrid Stoechicht, cerca de 80% das tentativas de inovação fracassam e, ainda segundo ela, isto ocorre porque as organizações não adotam processos formais para gerir a inovação. Ricardo Kahan descreveu rapidamente os processos de inovação da Telefônica e salientou que a organização deve ter em mente que o processo de inovação sustenta-se muito mais em um conceito de perdas admissíveis do que em ganhos potenciais.

Ainda na temática da inovação, após o almoço participei de outra mesa de discussão sobre open innovation, na qual Naldo Dantas (Grupo Votorantim), Thomas Canova (Rhodia) e Gilson Manfio (Natura) apresentaram as iniciativas de inovação aberta em suas organizações. A inovação aberta é uma proposta de se buscar a inovação para além das fronteiras organizacionais, por meio de parcerias com universidades, centros de pesquisa públicos e privados e até mesmo em sites como o Innocentive, que funcionam como mercados globais de idéias. O que pude perceber é que, pelo menos nas organizações acima, a inovação aberta ainda é um conceito embrionário, desenvolvido por meio de contratos de parceria entre as organizações e determinados centros de pesquisa ou universidades, mas que ainda preservam características tradicionais com o regras rígidas de sigilo, garantias de exclusividade e sistema de patentes. Nenhuma das organizações acima se mostrou muito animada a efetivamente utilizar, pelo menos não a curto prazo, alternativas mais radicais como o Innocentive ou parcerias de pesquisa com empresas concorrentes. Como foi dito pelo próprio Thomas Canova da Rhodia, “a inovação aberta, seja por meio de parcerias com a Academia, seja com outras empresas, requer disciplina e, sobretudo, mudança de cultura por parte da organização”. Bem, sabemos que mudar a cultura de uma organização não é uma tarefa simples nem tampouco rápida.

Na sequência, participei de uma nova mesa de discussões, esta acerca do tema “Critérios de excelência em Gestão do conhecimento e da informação”. Esta mesa contou com a participação de Cezar Mendes (Susano Celulose e Papel), José Luiz Abasolo (IPEG – Instituto Paulista de Excelência da Gestão), Marcelo Yamada (Promon Engenharia) e foi coordenada por Filipe Cassapo (FNQ – Fundação Nacional da Qualidade). Abasolo iniciou os trabalhos explicando como funciona o modelo de avaliação de Excelência da Gestão do FNQ e sobre a importância dos prêmios de Excelência em Gestão promovidos pela FNQ e pelo IPEG. Na sequência, tanto os representantes da PROMON quanto da SUZANO falaram sobre seus programas de excelência em gestão, seus destacados resultados e complexos desafios. Por fim, o coordenador Filipe Cassapo fez uma síntese da discussão abordando a importância de práticas de excelência em gestão também para a viabilização de programas de gestão do conhecimento e inovação eficazes;

Por fim, para encerrar o dia, participei de outra interessante discussão sobre inovação no setor público, esta coordenada por Roberto Agune (Sec. de Gestão Pública de São Paulo) e com a participação de Paulo Fresneda (Ministério da Agricultura e Universidade Católica de Brasília), José Cláudio Cyrineu Terra (TerraFórum consultoria e autor de diversos livros sobre GC e Inovação), além de representantes dos governos dos estados de São Paulo e Minas Gerais. Foram discutidos os grandes desafios para obtenção de uma cultura inovativa dentro do governo, seja ele federal, estadual ou municipal, com destaque para o prof. Paulo Fresneda que com a objetividade que lhe é peculiar descreveu as colossais barreiras culturais que ele tem enfrentado em sua batalha para implementar ações inovadoras de Gestão no âmbito do Governo Federal. Foram apresentadas também as iniciativas dos governos estaduais de São Paulo e de Minas Gerais, que utilizando portais interativos para interagir com seus principais stakeholders (servidores e população) estão tentanto dar os primeiros passos no sentido de dinamizar sua forma atuação e aumentar sua velocidade de resposta às demandas da sociedade. Para mais informações sobre as iniciativas desenvolvidas por São Paulo e Minas Gerais, acesse http://www.igovsp.net e http://www.simi.org.br, respectivamente.

Bem, com isso encerrou-se o 2o. dia do evento, o qual foi bastante intenso e repleto de discussões sobre a necessidade inovar e de modernizar com urgência a forma de gestão tanto das organizações privadas quanto nas públicas. Já estou preparando o post com o resumo do terceiro e último dia do evento e pretendo disponibilizá-lo o mais brevemente possível.

Grande abraço,

Marcelo Mello

KM BRASIL 2008 – Parte I (27/08/2008)


O primeiro dia do evento começou com uma breve cerimônia de abertura e, na sequência, o presidente da SBGC fez uma rápida apresentação sobre a história da entidade, suas atuais atividades e seus projetos futuros. Especial atenção foi dada ao fato da SBGC ter sido recentemente qualificada como OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) e para o projeto Agenda Brasil Conhecimento, que pretende definir, junto com o diversos segmentos da sociedade, uma agenda de ações com o objetivo de construir uma visão de futuro para o país sob a ótica do conhecimento.

Na seqüência, a Profa. Ana Neves proferiu uma interessante palestra sobre os impactos organizacionais das ferramentas sociais da Web 2.0. De forma instigante, esta pesquisadora portuguesa que atualmente trabalha na Inglaterra nos apresentou as possibilidades e benefícios da utilização de blogues, wikis, tags, social bookmarkings, RSS feeds, enquetes, mashups e comunidades de relacionamentos (ao estilo de Orkut ou Facebooks) no dia-a-dia de trabalho das organizações. Trata-se, sem dúvida alguma, de uma quebra de paradigma, uma vez que as organizações tradicionais tendem a bloquear a utilização da imensa maioria das ferramentas acima, considerando que elas afetam a produtividade de suas equipes e até mesmo colocam em risco a segurança da organização. Contudo, concordo com a profa. Ana Neves quando ela afirma que os benefícios que advém destas ferramentas e das redes sociais que elas suportam superam quaisquer pontos negativos que possam ser identificados e, ao contrário do que prega o senso comum, tendem a aumentar significativamente a capacidade e a qualidade produtiva da organização. Como direcionamento final, a profa. Ana deixou claro que, apesar das inúmeras possibilidades das ferramentas apresentadas, são as pessoas que devem estar no centro das ações organizacionais e que o fomento das redes sociais dentro das organizações passa, necessariamente, pela definição de políticas de Gestão de Pessoas pautadas pela ética e pela valorização das competências.

Após o almoço, o evento se dividiu em três threads e eu optei por assistir à uma série de apresentações de casos brasileiros em colaboração com Web 2.0. O primeiro case foi apresentado por Cezar Taurion da IBM, que descreveu de forma suscinta inúmeras iniciativas da BIG BLUE utilizando ferramentas de Web 2.0 para fomentar a colaboração e a inovação na empresa. A seguir, Adriana Taets apresentou o site do Fórum Brasileiro de Seguranção Pública, destinado a ser um espaço para que agentes de segurança pública, sobretudo policiais, discutam, questionem e, de forma colaborativa, contribuam para a melhoria da segurança no Brasil. Ainda na área de segurança pública, o prof. Dr. Vasco Furtado apresentou o site wikicrimes.org, um mashup que combina o serviço de mapas do google com uma ferramenta de colaboração na qual qualquer usuário pode relatar a ocorrência de um crime, apontando no mapa o local em que se deu o fato. À partir destas entradas, o site fornece uma série de informações tais como regiões mais inseguras ou com maior insidência de determinado tipo de delito. Segundo o prof. Vasco, o objetivo do projeto é prover à população informações preventivas bem como ser mais um indicador a disposição dos agentes de segurança pública para a adoçãO de ações de repressão e combate à violência. Além dos cases acima, Fabiana Zanni apresentou algumas iniciativas da editora Abril para a construção de conteúdo colaborativo nas revistas do Grupo. Me parece muito claro que as ferramentas da web 2.0 são fundamentais para a implementação de ações promotoras de colaboração nas organizações e que, cada vez mais, estão surgindo novas e criativas idéias de colaboração suportadas por estas ferramentas e suas incríveis possibilidades.

A próxima atividade da qual tomei parte foi uma mesa de discussões sobre práticas de Gestão do Conhecimento voltadas para o compartilhamento. Quatro organizações (EletroNorte, Petrobrás, Fundação Oswaldo Cruz e COPEL) apresentaram cases de práticas de GC por elas adotadas e que produziram resultados positivos no contexto de seus negócios. As apresentações foram bastante resumidas em função das limitações de tempo do evento, mas os relatos destas empresas reforçam a percepção de que mais e mais organizações estão se conscientizando da importância do conhecimento para a plena viabilização de suas estratégias negociais. Este fato, independentemente dos incipientes resultados até agora alcançados, já representa uma grande vitória para todos aqueles que vem pesquisando e desenvolvento a GC no mundo todo.

Para encerrar este rico primeiro dia de evento, tive a honra de assistir à uma mesa de discussões sobre o futuro da Gestão do Conhecimento (com enfoque no Governo) com a participação de Ana Flávia Fonseca (uma brasileira que é consultora do Banco Mundial em Washington DC e professora de GC na Universidade de Mariland), Fábio Batista do IPEA – Instituto de Pesquisa em Economia Aplicada, Roberto Agune da Secretaria de Gestão do Estado de São Paulo e Luis Arlindo Correia da Secretaria de Fazenda do Estado da Bahia, além da profa. Sonia Goulart que atuou como coordenadora desta mesa de discussão. Dada a qualificação técnica e a experiência dos participantes, esta discussão foi uma das mais fecundas deste dia. Os conhecimentos socializados foram extremamente relevantes para a avaliação da atual situação da GC, bem como para a prospecção de seus próximos passos. As principais idéias explicitadas nesta discussão foram:

Dificuldades existentes:
– De maneira geral, os programas de implementação de GC são criados fora da estrutura real de poder, carentes de orçamento e infra-estrutura adequados;
– Atualmente, os colaboradores não são avaliados por sua capacidade de compartilhamento de conhecimento, mas principalmente por seus resultados individuais;
– Ainda existe uma forte resistência por parte das gerências médias quanto a efetiva adoção de programas de GC;
– Em sua maioria, os programas de GC não se iniciam nas atividades core da organização, onde poderiam demonstrar de forma mais evidente seus benefícios;

Pontos positivos:
– Apesar de todas as dificuldades, o conhecimento já é amplamente reconhecido como um ativo organizacional;
– As organizações estão percebendo a possibilidade de disponibilizar novos serviços baseados em conhecimento;
– Vem crescendo a integração entre clientes, colaboradores e parceiros;
– As abordagens de gestão de pessoas vêm sendo aprimoradas a fim de fomentar as ações de GC;
– A adoção de programas de GC têm propiciado uma evolução da infra-estrutura de informação, concretizada na forma de portais corporativos, aplicações inteligentes, etc;

Conclusões:
– Os programas de GC têm mais chances de sucesso quando criados para resolver problemas reais relacionados às atividades core da organização;
– É aconselhável alterar os processos organizacionais, inserindo atividades que propiciem momentos de compartilhamento de conhecimentos relacionados àqueles processos;
– As redes informais são a base para a disseminação do conhecimento nas organizações;
– O papel da tecnologia é suportar as criação de redes sociais, facilitando assim o compartilhamento dos conhecimentos;
– É fundamental que os interesses das pessoas envolvidas nos programas de GC sejam considerados quando do planejamento das ações a serem adotadas;
– A Gestão do Conhecimento não é um fim em si mesmo, mas uma forma de se alcançar um objetivo maior da organização;

Para finalizar bem o dia, ao final desta mesa de discussão, foram sorteados alguns livros e eu fui um dos felizes ganhadores da nova edição da obra “Gestão do Conhecimento no Brasil – casos, experiências e práticas de empresas públicas” organizado pela profa. Maria Terezinha Angeloni.

Bem pessoal, este foi um resumo deste 1o. dia do KM BRASIL 2008 aqui em São Paulo. Amanhã volto com um novo post, compartilhando com vocês minhas impressões sobre o 2o. dia deste fantástico evento.

Grande abraço,

Marcelo Mello

Voltando a compartilhar

Olá pessoal, fiquei alguns dias sem conseguir escrever nenhum post devido ao elevado número de compromissos no trabalho e no Mestrado. Em compensação, tenho a imensa satisfação de voltar a utilizar este nosso espaço de compartilhamento de idéias e criação de conhecimento diretamente de São Paulo, onde estou participando do evento KM BRASIL 2008. Trata-se do maior congresso de Gestão do Conhecimento da América Latina, promovido pela Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento, e que teve seu início hoje, 27/08/2008 e vai até a próxima sexta-feira. Cheguei a São Paulo ontem à noite (depois de um exercitar a minha paciência no aeroporto de Brasília, pois decolou com três horas de atraso) e hoje pela manhã estava, junto com outras centenas de entusiastas da GC, ansioso por ouvir, discutir e aprender mais sobre como tornar o conhecimento um recurso estratégico agregando valor à organização. Em seguida, segue outro post contendo um resumo das idéias, bem como minhas impressões sobre as palestras, mesas de discussão e relatos técnicos que tive oportunidade de participar neste primeiro dia de evento.