O dia em que São Paulo parou.

A pane da empresa Telefônica, que deixou milhões de usuários no Estado de São Paulo sem acesso à internet durante mais de 36 horas nesta última semana (clique aqui para ler a notícia), lembrou-me uma das muitas canções do antológico Raul Seixas, “O dia em que a terra parou”. Segundo a letra desta música, em um determinado dia, sem motivo aparente, todas as pessoas do mundo decidiram não sair de casa e o mundo simplesmente parou. No caso da Telefônica, São Paulo “parou” por um motivo bastante específico: segundo a empresa, um dos roteadores de sua rede apresentou uma falha em seu funcionamento, causando uma reação em cadeia que culminou como a pane do sistema.

O talentoso Maurício Ricardo, criador do site Charges.com, criou uma divertida charge (clique aqui para assistir) lembrando como eram alguns de nossos hábitos antes da internet. Brincadeiras à parte, este desagradável acontecimento evidencia o quanto nosso atual modo de vida é dependente dos sistemas de informação e comunicação e o quanto nossas atividades diárias estão alicerçadas na Internet e em seus inúmeros e revolucionários recursos. Durante a pane, serviços como emissão de documentos, registro de ocorrências policiais, pagamento de contas e uma infinidade de outros ficaram completamente indisponíveis. Negócios deixaram de ser fechados por falta de informações e milhares de pessoas não puderam executar seu trabalho por dependerem fundamentalmente de acesso à rede mundial de computadores.

Roger S. Pressman afirma, em sua consagrada obra sobre Engenharia de Software, que “as pessoas apostam seus empregos, seu conforto, sua segurança, sua diversão, suas decisões e suas próprias vidas nos softwares de computadores”, logo eles tem que funcionar. Fica claro que precisamos de mecanismos que garantam a máxima segurança e robustez para os sistemas que suportam nossas atividades neste mundo cada vez mais conectado.

Um grande abraço,

Marcelo Mello